quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

GLOBALIZANDO O PRÚ TCHÁ !


Havia na Av. D.Pedro II, 533/Ap 11 em Belo Horizonte, uma república que era um verdadeiro consulado de Alvinópolis na capital mineira: a República dos Anjos.

Ali, tive a sorte de passar alguns maravilhosos anos da mnha vida junto com pessoas como Zé Biguinha, Didi, Marcelo Xuxa, Baiano de Antonino, Silvério de Ulisses, Élcio Vaka, o atual prefeito João Galo Índio e o menino bom d’orelha Ilderaldo, o poeta sanão.

Por ali passaram várias gerações e as histórias que ali aconteceram dariam para escrever uma enciclopédia.

Mas vou fazer um recorte apenas para contar um caso muito pitoresco acontecido.

Em uma noite, Cristiano Salazar, um amigo compositor de Teófilo Otoni foi até a República me visitar e como a conversa foi se alongando madrugada adentro, perguntou se não haveria problema ele dormir por ali.

Falei que não haveria problema, pois o colega que dividia o quarto comigo deveria dormir na casa da namorada. Assim, fomos conversando até cairmos no sono.

Só que lá pras tantas da madrugada, fomos acordados com um grito que ecoou por toda a avenida Pedro II: - PRÚ TCHÁÁÁÁÁ...

Meu amigo que estava dormindo se levantou assustado perguntando: - o que é isso...ele é doido?

Nisso, Ilderaldo que era esse colega de quarto a que havia me referido virou-se para nós e falou: o povo da Pedro II deve ficar perguntando – que bicho é esse que fica gritando Prú Tchá de madrugada?

Ilderaldo foi pra cozinha e meu amigo Cristiano me olhou torto e perguntou se teria mudar de quarto, já que o dono da cama havia chegado.

Mas Ilderaldo ouviu a conversa e falou pra não se preocupar, pois na sexta-feira o que mais tinha era cama vaga, pois a maioria viajava pra Alvinópolis.

Meu amigo me perguntou o que significava Prú Tchá...

E Ilderaldo novamente me acudiu dizendo: - Não é Prú Tchá....é Prú...Tchhhhá...o tchá tem de estalar a língua e dar um eco.

Meu amigo tentou de novo mas o Prú Tchá saiu tímido.

Ilderaldo virou pra ele e falou: - Não é assim! Você precisa passar uma semana em Alvinópolis e fazer um curso de Prú Tchá com Zé meu Fio, que é o meu pai e que faz o melhor Prú Tchá do planeta.

Cristiano achou aquilo muito interessante e ficaram ele e o Ilderaldo gritando Prú Tchá até amanhecer o dia. Provavelmente Cristiano Salazar tornou-se o não Alvinopolense que faz o melhor Prú Tchá de Minas Gerais.

 

Obs ... na minha época de República, passaram outras pessoas também que ficaram por tempo menor, mas que precisam ser citadas, como John Kennedy, Cristiano de Aristidina, Angelo de Nilo, Neo Gemini, Charles, Gilmar de Bebeco, Jorge, entre outros...

5 comentários:

Marcos Martino disse...

Só pra lembrar dois nomes que deixei de fora da lista dos meus companheiros de República> Bosco de Bebeco, grande figura e Carlinhos Gipão, irmão de Ricardão.

Vanderhugo disse...

Uai, esses nomes vc poderia editar o texto e incluir...

Imagina: "Curso Zé meu fio de Pru Tcha". Só Ilderaldo mesmo...
grande figura humana!

Diz ele que está providenciando para entrar na era da internet... tomara!

luis henrique da silveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
luis henrique da silveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silvério disse...

Valeu Itamba pela lembrança e parabéns pelo seu Blog. Muito bom mesmo. Leio todas as atualizações. Um abraço. Silvério.