terça-feira, 28 de abril de 2009

QUEM SABE ?

Sempre me aguçou a curiosidade saber o porquê do nome das coisas.

Por exemplo: quem mora na rua de cima e sobe a ladeira dos italianos a pé no tempo de frio, vindo da baixada, já reparou que a temperatura vai aumentando à medida que a gente vai subindo para a parte mais alta. O calor atinge seu ponto mais alto sabe aonde? Na rua do fogo. Deve ser por isso que a rua tem esse "apelido".

Nosso amigo Heber Prímola até já nos contou que o povoado do Gravatá tem esse nome, por causa de uma espécie de planta, da familia dos abacaxis que dá flores muito bonitas e que era abundante na região.

Porém alguns nomes da nossa região são indecifráveis, se perderam no tempo ou tem explicações que ainda nos desafiam.

Garanjanga, Quenta-Sol, Pimenta, Quati, Cangaiêro, Dumbá, Mumbaça, Zamparina, Contendas, Barra do S, Dias, Caxambu, Grijó, são nomes que falamos ou ouvimos falar...mas...afinal de contas, qual é a história desses nomes?

Taí um exercício de antropologia, semiologia e curiosologia.

Quem souber, por favor, sacie a curiosidade desse ignorante.

9 comentários:

Vanderhugo disse...

Vc se esqueceu de incluir Toledo na lista...

sabe que acompanhando a sua curiosidade, sobretudo a respeito do Garajanga, eu já estou ficando, tbm, com a pulga atrás da orelha?

Corinha Policarpo disse...

Então vamos lá, completar a lista e correr atrás de informações:
Passarinho(onde morei 22 anos e fui muito feliz ), Fundão, Sertão, Mustarda, Onça, Cata Preta, Limoeiro,Curro, Canjica,Ponte Alta, Ponte Funda, Barretos, Fonseca, Major Ezequiel, e muitos outros que não me vem agora na memória. E as ruas : Rua de Cima , Rua de Baixo, Praça do Gaspar, Praça da Baixada, Pracinha do Asilo, Beco da Canjiquinha, Rua do Canto, Rua do Córrego Fundo e por ai vai, sem contar os nomes que são agregados aos lugares: D. Mariquinha do Curro, Vivi da Cata Preta, Dr. Guaracy da Barra do S, Antonio da Ponte Funda, Maria da Ponte Alta, Sô Luizinho do Major, Luiz Corica do Passarinho, Sá Zita do Limoeiro, Nonô do Sertão, e muitos outros... Alvinópolis tem é história, deveríamos unir nossos conhecimentos e escrever algo a respeito...
Um abraço carinhoso a todos

Marcos Martino disse...

Vixe Maria. Legal ver como uma coisa puxa a outra. Na minha opinião, daria um belo tema para uma pesquisa escolar, para uma ginkana cultural muito interessante e ate mesmo para a edição de um dicionário alvinopolense. Já pensaram...

Corinha Policarpo disse...

É por aí mesmo Marcos, poderíamos juntos escrever a história de Alvinópolis, e olha que nem sabemos tanta coisa assim, mas se alguém começar tenho certeza que surgiram grandes e preciosos colaboradores.
Um abraço

Marcos Martino disse...

História eu não sei. Demandaria conhecimentos técnicos, historiadores, antropólogos. Mas poderíamos escrever parte dessa história, juntar fragmentos. Eu já estaria satisfeito se conseguisse traduzir esses nomes de lugares que tanto me desafiam.

Marcos Martino disse...

Colaboração do modestino:
OLÁ, MARCOS. SEGUNDO TIU MORAES, A RUA DO FOGO RECEBEU ESSE NOME DEVIDO ÀS FOGUEIRINHAS CONSTANTEMENTE ACESAS EM FRENTE À CAPELA DE SANTO ANTÔNIO, NAS ÉPOCAS DE FRIO QUE COMEÇAVAM NOS MESES DE ABRIL. AO REDOR DELAS, ROLAVAM OS BATE-PAPOS NOTURNOS. E A ORIGEM REMOTA DO NOME TEM A VER TAMBÉM COM A FOGUEIRA DAS FESTAS DO SANTO. COMO SE SABE, A CAPELA LOCALIZAVA-SE NA DIVISA ENTRE A RUA DE CIMA E A "AVENIDA" ( como então se chamava a Ladeira dos Italianos ). E, LOGO ATRÁS DA IGREJA, MORAVA A PARTEIRA DA CIDADE, SÁ MARIA PROCÓPIO. CHEGUEI A VER A CAPELA EM PÉ. MILAGRE DO SANTO, DOS TEMPOS OU " DO FOGO " ?

Marcos Martino disse...

Mais uma valiosa colaboração do modestino "Alô, Marcos. Certa vez, meu primo e padrinho João Papa, que fazia o correio a cavalo de Alvips para Major Ezequiel, onde morava, me presenteou com uma bela viagem a ZAMPARINA, aí pelos idos de 1951, 52. Lá fui eu, encantado, na garupa do cavalo. O caminho do primo era outro. Salvo engano, via CANGALHEIROS ( vide cangalha, cangalheiro ). Naqule povoado, presenciei uma festa na qual homens e mulheres dançavam, ora o homem ao redor da mulher e vice-versa, ora todos em grupos de roda e, depois, em alas separadas ( homens-mulheres ). Ouvi, pela primeira vez, sanfoneiros e violeiros cantando calangos. Nunca me esqueci desta palavra, talvez por temer o réptil, que ligava a lagartixa. Vou lhe enviar a letra de um calango, que consegui recuperar recentemente através de um senhor da cidade de Rio Doce. Mas, coisa estranha: há tempos atrás, o Totone Prímola me dissera que o nome do povoado provinha de uma doença que grassou por lá. Os dicionários registram as duas coisas - dança e doença, sendo que a primeira é creditada à Bahia e, a segunda, a escravos no Rio de Janeiro. Aliás, há uma terceira significação, mas penso que não seria o caso. Vou ver se o Tiu Moraes sabe - meu consultor para assuntos de antanho. Té mais.

Marcos Martino disse...

Muito legais as colaborações. Estou até ficando animado a realmente formatar um projeto, no sentido de criar um livro ou outra "midia", com um dicionário de Alvinopolês.

welintom v da silva disse...

meu bizaavo era xefe de congado Jose Rufino feliz esposa de bernadina esperança de jesus morou na rua pitaceso por baixo do cemitério tanbem morou na rua das bananeira e minha vo o padrinho dela se chamava jose bascilim filho de Jose barcelo velho chefe de congado trabalhava na fabrica de tercido se vcs souberem sobre de algum parentesco desas peso-as
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