segunda-feira, 15 de junho de 2009

SERENATA FORA DE HORA


Ok, vocês venceram!

As serenatas são coisas do passado e lá devem ficar.

Errei ao imaginar que uma lembrança a mim tão cara encontrasse ressonância em minha cidade, que faria alguns saudosistas como eu sair de casa para ouvir as músicas que outrora nos embalaram.

Errei também ao pensar que uma serenata funcionaria num show em bar. Nas serenatas, são tocadas 5 músicas ao máximo, debaixo das janelas. Já num show, devem ser tocadas no mínimo umas 20 e fica cansativo. Ainda mais se considerarmos que numa serenata as pessoas estão em seus quartos, debaixo de grossos travesseiros e que o som das vozes e violões soam soberanas, sem nenhum sonido que rivalize, enquanto num bar, as pessoas estão comendo, bebendo, conversando, enfim, dispersas por uma série de elementos.

Poderia funcionar num teatro, com iluminação apropriada, um belo roteiro, textos, enfim.

Mas parafraseando Fernando Pessoa " Tudo vale à pena quando a alma não é pequena".

Temos de aprender com tudo e aperfeiçoar, lapidar nossas jóias aos poucos.

As críticas que me açoitaram nos sites locais também tem seus ensinamentos pra mim. É lógico que doeram, pois não vieram de pessoas que me querem bem, mas é bom saber como pensam os que nos odeiam. Pelo menos assim, vamos endurecendo a casca e armando nossas estratégias de defesa.

Bom também constatar que viver é muito bom, na medida que temos sempre algo de novo para aprender todos os dias. Muitas vezes, são lições amargas, mas como dizem os antigos, tudo que é amargo cura.

O tempo passa sim, muitas vezes a imagem que vemos no espelho nos estende um dedo em riste, dedo cada vez mais enrugado, mas se fecharmos os olhos e olhamos pra dentro, veremos o menino que fomos e sempre seremos nos convidando para brincar.

O presente é o chão que pisamos e o futuro é uma longa passarela.

Sigamos com passo seguro...

11 comentários:

anamineira disse...

Bom dia e boa semana!
Ando aqui coçando minha cabeça, tentando encontrar uma resposta sobre o evento "Serenata".
Primeiro a falta da energia foi crucial. Deixou muitas pessoas sem saber a que horas ela iria chegar, mesmo que tenha chegado mais cedo, quantas pessoas desanimaram de sair, acredito até a noite que foi bem fria, cooperou para muita gente ir pra cama mais cedo (inclusive eu, antes das nove apaguei).
Li alguns comentários que até o Nick's Bar não foi um bom lugar (fiquei triste, mas sei que os donos sentiram honrados por voce ter escolhido o Nick's).
Bem, acredito que o gosto dos jovens é outro, e que seu público, apesar de pequeno, gostam do seu trabalho. Melhor mesmo é entender, que seu trabalho diz respeito, primeiro, ao que voce gosta de fazer, segundo, críticas devem ser analizadas, se forem construtivas que sejam bem vindas, caso contrário, melhor descartá-las.
E bola pra frente.
Abraços,

wilson rodrigo disse...

Brother, quem não gosta da gente só pode ser porcaria. Que morram golfando sangue pela boca. Ra ra r ra ra ra ra ra ra.

Marcos Martino disse...

Cara Ana, nem se trata de um estilo, mas de um conceito.
O Show serenata não reflete exatamente o meu estilo, mas uma verve, um lado. A vida me proporcionou navegar em algumas ondas musicais e todas tem coisas de que gostei e gosto muito.
Comecei nos festivais de músicas, fazia músicas regionais, depois migrei para o Rock, fiz muitas serenatas, já fiz samba...quer dizer. De tudo um pouco. No caso desse show e disco Serenata, havia ( e há) um universo a ser explorado. Quando ao Nicks, também faz parte do meu universo afetivo, bem como o Nô, você, a Taninha, o Sô Nico, o Luiz Carlos ( que esqueci de citar no Blog)e um sem número de histórias. Sobre as críticas de que estava preso ao passado, devo admitir que faz sentido. Até na escolha do Nicks isso estava presente. Não poderia ser em lugar nenhum de Alvinópolis. Tinha de ser no Nicks. A cidade faz suas escolhas. Assim como o Nicks foi durante décadas o barzinho da moda, hegemônico e incontestável, parece que as pessoas resolveram agora variar e ocupar outros espaços. Todos precisamos nos avaliar o tempo inteiro. Talvez seja a hora de vocês também darem uma repensanda no Nicks, para recuperar o brilho de outrora. Eu já estou repensando, reformatando, já pronto para o próximo vôo. Se vou esburrachar a cara de novo, não sei. Mas sei que não vou ficar em cara sentado com a boca cheia de dentes esperando a morte chegar.

Antonio de Pádua disse...

MARCOS,quem sabe não é hora de mexer na ferida.Apesar de não ter ido ao Niks naquela noite,por motivos particulares de última hora,tambem torcí para que tudo desse certo pra voce e podia imaginar o povão cantando depois, pelas ruas,como estava previsto.Bola pra frente e tenho certeza que com sua experiencia,ISTO NÃO HÁ DE SER NADA.ABRAÇOS NEGUINHO.

Marcos Martino disse...

Grande neguinho, não tem ferida alguma, caro amigo. A questão é que além da questão do show, fui achincalhado nos sites da cidade no fim de semana. Parece que me elegeram como Cristo e desceram a lenha. O pior é que tive de engolir tudo, pois a "profecia" desses "inimigos ocultos" acabou se realizando e isso realmente mexe com a gente. Mas vamos à luta. Como diz a música levantarei, sacudirei a poeira e darei à volta por cima. Mas...de tudo há o que aprender. De qualquer maneira, agradeço pelo comentário e sei que me quer bem.

Corinha Policarpo disse...

MARCOS,

NÃO SEI O QUE ACONTECEU DE FATO, MAS SE VOCÊ ACHA QUE ERROU, APRENDA UMA COISA
" MEU ERRO É MEU AMIGO "

BOLA PRÁ FRENTE, TALENTO, CAPACIDADE, INTELIGENCIA E MUITAS OUTRAS QUALIDADES VC TEM DE SOBRA.
UMA ABRAÇO

Marcos Martino disse...

Cara Ana e amigos, o Nicks, na minha opinião, continua sendo o melhor lugar. Recomendo que leiam um post anterior que escrevi sobre o bar. Penso que no caso do show serenata, foi uma série de motivos, que juntos, fizeram com que ficasse vazio. Quando as coisas tem de acontecer, nada segura. Teve a falta de energia, o adiamento em função disso, chuva fina, depois a volta repentina da energia e muita gente não foi informada, enfim. Mas continuo propondo que todos analisemos e tiremos lições do acontecido. No caso do Nicks, também sugiro que a Ana volte a colocar seu talento, seu bom gosto, sua agradabilíssima presença a serviço do bar. Importante também seria uma reciclagem no atendimento, enfim. No que falou sobre o meu público, já sou mais taxativo. Esse público não existe porque simplesmente estive fora de cena durante grande tempo e se eu quiser, tenho de começar praticamente do zero e reconquistar o respeito e admiração das pessoas. Algumas pessoas chegaram a falar no mito de meu trabalho no passado, mas o lugar dos mitos é nos museus. Como foi dito, meu trabalho não chegou até o pessoal mais jovem, que são os verdadeiros frequentadores da noite e a proposta pode ter soado um tanto antiga, defasada. Já o público que poderia se interessar, não saiu de casa. Mas prometo que esse será meu comentário derradeiro sobre o assunto. Já vou preparar o próximo post. De qualquer maneira, chorei pelos que não foram e me esqueci de agradecer aos que foram. A eles e aos que me trouxeram suas palavras amigas, um grande abraço e um muito obrigado!

Gustavo Jovelino Corrêa Neto disse...

MARCOS!
QUANTOS IDIOTAS HÁ MENOS NO SEU SHOW, MELHOR... ELES NÁO IAM ENTENDER MESMO... É PREFERÍVEL A REUNIÃO DE MEIA DÚZIA DE INTELECTUAIS DO QUE DE UM MILHÃO DE BURROS.
INFELIZMENTE O NOSSO BRASIL NÃO VALORIZA O BELO. ERGA A CABEÇA!!!... VOCÊ ESTÁ ACIMA DISSO TUDO. oS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA.
SÓ NÂO UI DEVIDO AO MEU ESTADO DE SAÚDE (DEVO EVITAR O FRIO E O RESFRIADO E A GRIPE) ABRAÇOS. GUSTAVO.

Célio Lima disse...

Marcos, toda reflexão que você se propõe fazer vai gerar um resultado melhor na próxima oportunidade. A vida é sempre um copo.

Se está meio cheio para você, melhor ainda, porque a alternativa é se misturar aos meio-mortos que sempre veem o copo meio vazio.

Imagino que vocêr não queira tal companhia.

Marcos Martino disse...

Gustavo, já até polemizamos algumas vezes e podemos até discordar em muitas coisas, mas você pelo menos é autêntico. O problema mesmo são os medíocres e os inimigos ocultos. Agora percebo que são inimigos não só meus mas do que represento. Não sei se são numerosos, mas estão ativos e pelo que parece, inseridos no contexto local. Esses são nossos verdadeiros inimigos. Os medíocres e os que situam abaixo da linha da mediocridade, espíritos baixos que dominam a cidade há séculos. Precisamos baní-los para o limbo.

Marcos Martino disse...

Por favor, que não entendam mal as minhas palavras. Hoje um amigo até me falou para não carregar nas tintas, para não correr o risco de atirar respingar em pessoas que gostam de mim e podem se sentir agredidas. Não penso assim. Quem gosta de mim jamais vai vestir qualquer carapuça que não lhe serve. Agora, uma vez que você se propõe a fazer algo, a colocar alguma coisa na vitrine, no minuto seguinte poderá ser alvo de crítica.