quinta-feira, 25 de junho de 2009

VIAGENS PARA DENTRO


Nada melhor que uma viagem pra dentro de nós, para enxergarmos a vida não com as tintas que os outros querem nos impor, mas com as cores reais, que vem de Deus, seja ele o que for.

Na tela da mente, me veio um caleidoscópio de imagens e sentimentos, que me fez retomar o equilíbrio, a alegria abalada por alguns ataques que visavam minar a minha auto-estima.

Lembrei-me hoje da primeira vez que nossa filha andou, de forma desajeitada, com um andador que compramos, da sua carinha de felicidade ao perceber que poderia se locomover sozinha.

Lembrei-me do dia em que percebi, num sorriso tímido de felicidade, que minha esposa me amava, que eu também a amava e que seria pra sempre.

Lembrei-me da minha mãe, do carinho que tinha, da sua voz sempre tranqüila, sua bondade que beirava a santidade.

Lembrei-me do meu pai, menino passarinho, com sua força moral e sua honestidade acima de qualquer suspeita.

Lembrei-me da minha irmã, também carinhosa, atenciosa, gente grande, mais nova porém mais madura que eu. Lembrei-me da sua filhinha Mylla também, sobrinha querida e inteligente feito os pais.

Lembrei-me do meu irmão, a mais relax criatura desse planeta, que vive o hoje sem a mínima tensão com o amanhã.

Lembrei de pessoas como meu primo Luizinho Parreco, uma rocha, um carvalho, uma fortaleza cinco estrelas; do Angelo Vovolito, parceiro e “sócio” de tantas empreitadas bem sucedidas, da turma da Filmavídeo, também parceiros apesar de estarmos mais distantes hoje em dia.

Lembrei-me dos amigos do Verde Terra, da República dos Anjos, de centenas de bandas e artistas geniais com que tive oportunidade de conviver, muitos deles anônimos, mas de grande expressividade.

Lembrei-me da acolhida que tenho em cidades como João Monlevade, Santa Bárbara, Belo Horizonte.

Lembrei-me da infinidade de amizades que fiz via internet, amigos virtuais espalhados pelo planeta afora.

Lembrei-me de Drummond, de quando dizia que felicidade acontece no intervalo entre as dores de dente, contas a pagar e as invenções do técnico do nosso time (isso foi por minha conta).

Concluí que meu saldo de felicidade é amplamente positivo.

Voltei da viagem agradecendo a Deus por estar vivo e por poder usufruir de todas essas maravilhas.

E o futuro... é um livro em branco ... só que ninguém vai escrever minha história por mim.

4 comentários:

Mirella disse...

Ah Marcos, me fez chorar. Mas a verdade é que o melhor que podemos fazer é enxergar a vida sempre com esse olhar de simplicidade, de buscar a felicidade nas pequenas coisas. E graças a Deus, isso nossos pais nos ensinaram bem e acho que aprendemos direitinho. Agora temos é que dar prosseguimento e passar o mesmo pra nossas filhas.

gomesalvinopolense disse...

Parabéns Marcos,
Você está muito mais coerente nesta crônica. Descobrir os valores que temos dentro de nós,nos faz ficar mais fortes para lutar contra o mal que se tem do lado de fora.
Conhecendo o nosso potencial,tornamos o nosso ser imbativel perante as críticas destrutivas e as pessoas que só buscam a sua satisfação pessoal.
Parabéns, por ser escolhido como o responsavel pelo Festival da Canção de Alvinópolis -em sua 29ª edição,.O seu conhecimento cultural,musical e administrativo o credencial para realizar o melhor festival de todos os tempos.
Até Lá. Abraços.

Marcos Martino disse...

Gomes, o melhor de todos tempos eu não diria, pois as coisas se decidiram um pouco tardiamente. Mas de qualquer maneira, no ano que vem serão 30 anos né...mas faremos o possivel para que esse ano também seja o melhor possível.

anamineira disse...

Que maravilhosas lições você tem passado para mim. Precisamos deixar as coisas ruins do lado de fora. A família vale muito (você é um felizardo, veja quantas famílias, ao longo da sua vida, ganhou de presente). Tudo porque é um "grande menino".
Um abração muiiito apertado.