sábado, 5 de dezembro de 2009

ADEUS, MARINHA!

Uma coisa que nos choca profundamente é a morte. Seja a morte de um cão, de um cavalo, de um passarinho. Se for de um ser humano então, nem se fala. Mas também dói quando algumas memórias perdem substancia material e sobrevivem apenas em fotografias. Ficam que nem espíritos vagando sem corpos. Digo isso para falar da sede do industrial. Estive em Alvinópolis para prestigiar a inauguração das luzes de natal, mas o que me chocou mesmo foi ver que o Industrial transformou-se em igreja evangélica. O nome parece ser Igreja Mundial do Reino de Deus. É curioso como surgem a cada dia novas igrejas com denominações diferentes. Igreja quadrangular, retangular, pentecostal, batista, anglicana, presbiteriana, maranata, regional, estadual, nacional, mundial, igreja pra todo gosto e bolso. Aqui em Belo Horizonte, o fenômeno também é visível. Vários cinemas tradicionais foram adquiridos pelos evangélicos, que garantem freqüência e renda, possibilitando a manutenção dos espaços e sua sobrevivência material. Mas quando a gente aperta o retrocesso da memória, dói pra caramba. Quantos espetáculos gloriosos aconteceram naquele clube. Lembro-me de maravilhosos bailes das misses, de aniversário, shows com Marco Antonio Araújo, com Cassinos de Sevilha, além da sensacional discoteca, com uma estrutura marcante em nível regional. Lembro-me também dos carnavais, de figuras como Adairim, Bia, Zé Nosso, Lalau, Paulo Andrade, entre tantos outros. Além do clube, havia o futebol, que montou alguns dos melhores times na região, verdadeiro celeiro de craques. Mas o clube está morrendo. Parece que a Cia Fabril Mascarenhas parou de apoiar e sem sustentação financeira, o azulão da baixada não consegue se manter de pé. Além do mais, as gerações antigas mantinham aquilo com amor e a nova geração não tem essa cultura de paixão pelo clube. É lamentável, mas parece que o Industrial está morrendo. Quem dera se Lindouro, Vera e a sua BioExtratus resolvessem apoiar o clube azul, já que a tradicional fábrica de panos não se interessa mais. Mas isso até agora, fica só no quem dera...Não adianta nem pedir pra Deus, pois lá virou exatamente uma casa Dele. De certa forma, todos somos culpados, por não prestigiarmos nem pensarmos em preservar nossas tradições. Resta-nos cantar tristemente o hino pela última vez: ADEUS, MARINHA, pois seu marinheiro não vai mais voltar....

8 comentários:

Antonio de Pádua disse...

Meu amigo Marcos: Realmente é de doer. Quantas lembranças de momentos vividos no Industrial.Sou Alvinopolense de coração, todos sabem aqui em Alvinópolis, más amo o Industral.Alí viví um dos melhores momentos de minha vida como músico. Nada tenho contra IGREJAS,pois tambem são de fundamental importancia. Acho que a diretoria do clube,deveria pensar e tentar alguma coisa "social" que seja criativa. abraços.

Mary e Carla disse...

Olá! Pasei para ler os posts e para deixar um recadinho carinhoso. Desejo um Natal abençoado e feliz. Abração.

Anônimo disse...
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J. Méyer disse...

Não, isso é inacreditável. O glorioso Industrial de tantas glórias virar igreja! Que me perdoem, mas, mesmo de longe, não consigo imaginar, chega ser uma agressão a memória dos históricos amantes desse patrimônio de nossa cidade. Fico a imaginar, como deixaram isso acontecer, pois isso é sinônimo de decadencia aos valores tradicionais de nossa gente. Estou indignado com essa notícia e a me perguntar se a nova geração ou mesmo alguém da velha guarda, deixarão de fato isso acontecer. O industrial, assim como o Alvinopolense, são para nós ausentes, ainda referencia do amor que sentimos por essa cidade. Por favor, não deixe isso acontecer.

jose méyer disse...

Não, isso é inacreditável. O glorioso Industrial de tantas glórias virar igreja! Que me perdoem, mas, mesmo de longe, não consigo imaginar, chega ser uma agressão a memória dos históricos amantes desse patrimônio de nossa cidade. Fico a imaginar, como deixaram isso acontecer, pois isso é sinônimo de decadencia aos valores tradicionais de nossa gente. Estou indignado com essa notícia e a me perguntar se a nova geração ou mesmo alguém da velha guarda, deixarão de fato isso acontecer. O industrial, assim como o Alvinopolense, são para nós ausentes, ainda referencia do amor que sentimos por essa cidade. Por favor,não deixe isso acontecer.

Anônimo disse...

Não, isso é inacreditável. O glorioso Industrial de tantas glórias virar igreja! Que me perdoem, mas, mesmo de longe, não consigo imaginar, chega ser uma agressão a memória dos históricos amantes desse patrimônio de nossa cidade. Fico a imaginar, como deixaram isso acontecer, pois isso é sinônimo de decadencia aos valores tradicionais de nossa gente. Estou indignado com essa notícia e a me perguntar se a nova geração ou mesmo alguém da velha guarda, deixarão de fato isso acontecer. O industrial, assim como o Alvinopolense, são para nós ausentes, ainda referencia do amor que sentimos por essa cidade. Por favor, não deixe isso acontecer.
(Marcos, não estou conseguindo postar a mensagem com minha autoria, por favor, apague as outras e poste essa)
Um abraço,
J. Méyer

Danilo de Abreu Lima disse...

a decadência e a e3xtinção de clubes, esportivos, sociais e assemlehados é uma tendência no mundo atual- onde as pessoas cada vez mais se aglomeram em suas casas, buscando o condforto de cxondominios e de espaços individuaolizados- e isso é triste... ainda mais no caos de alvinopolis onde não há espaços individualizados ou condominios... O ISC, com um passado tão bonito, de lembranças tão boas e tão ricas a atoda uma geração, bem que poderia swe transformar em uma entidade de cunho social- cualtural, redcreativo- com programas de interesse da comundiade- quem sabe bnão paarece alguma verba para sua recuperação como espaço público? ou patrocinios?
seu post é oportuno e merece ser discutido por toda a comunidade.
abraços.

Anônimo disse...

Pois é e u que sou da epoca que quem cantava os bambas do gaspar não cantava adeus marinha...