quarta-feira, 9 de junho de 2010

UFV - UNIVERSIDADE FESTIVAL DE ALVINÓPOLIS

Não me canso de dizer que o Festival de Alvinópolis foi a minha faculdade. Os diplomas, são os troféus que tenho na sala da minha casa em Alvinópolis e que meu pai e minha mãe orgulhosamente expuseram. Desde os primeiros festivais assisti a quase todos . Só não fui ao primeiro que aconteceu em 1976 quando ainda tinha 12 anos de idade. Foram anos e anos assistindo a fina flor da música mineira desfilando pelos palcos Alvinopolenses. Por incrível que pareça, a maioria ficou anônima, mas não tem problema. (Na realidade, a história é feita pelos anônimos). Alguns, por questões que só alguém lá de cima pode explicar se destacam, mas mesmo os eleitos tem de se espelhar em alguém, ter lá seus precursores. Artistas como Gil Damata, Marco Holanda, Cristina Vale, Grupo Ave, Primo e Fanuel, Sergio Seidel e Carlos Gerson, Nilson Chaves, Bauxita, Milton Edilberto, Zé Beto entre outros não ficaram famosos por umas dessas fractais estradas do destino que não os conduziram ao tal lugar certo na hora certa. Mas nós Alvinopolenses tivemos a sorte de assistir a esses artistas fenomenais em sua melhor forma. Hoje vejo uma meninada muito nova montando bandas e participando. Isso me alegra e muito. Infelizmente os festivais não pipocam tanto pelo estado com nos idos anos 80, mas pelo menos em nossa pequena Alvinópolis ainda há espaço para os compositores novos, para as novas idéias, para a criatividade. Existem sempre aqueles que insistem em dizer que festival não traz voto e não leva grandes públicos. Mas será que tem de ser assim? Será que tudo nessa vida só vale se der dinheiro ou voto? Pois eu digo que realmente o festival não é pra grandes massas descerebradas. O festival é pros músicos, pros jovens afim de exercitar sua arte e para aqueles que tem paciência e mente aberta para ouvir novas canções, degustar boas letras, boas poesias. Agora, se você não se enquadra nesse perfil tem trocentas cavalgadas, micaretas, rebolations e outras festas lhe esperando todo final de semana em qualquer lugar.

4 comentários:

Lutécia Espeschit disse...

Lembro-me de um Festival de Alvinópolis em que acampamos na Praça da Igreja, no centro da cidade. Um amigo nosso, o Renato Lage, prematuramente falecido, estava participando e nossa turma, ali hospedadA, torcendo pela sua vitória. Mesmo estranhamente acampados na praça, os alvinopolenses foram extremamente hospitaleiros e tivemos café da manhã garantido pelo dono da padaria por dois dias. Boas lembranças, de ótimos tempos de pura cultura, que hoje anda perdida cedendo lugar a breganejos e massaroca de gente. TEMPOS MODERNOS?

gomes.antoniojose@ig.com.br disse...

Acompanho o Festival, desde 1976,no colegio,no Alvinopolense,na Praça São sebastiao,no parque de exposições,e sinto uma certa revolta,porque o Festival ainda hoje,após 30 anos de edições,não faz parte do calendario oficial de eventos da cidade.Sempre depende da boa vontade das pessoas para se realizar.Com a palavra a secretaria de cultura.....

Marcos Martino disse...

Gomes, procede o seu comentário. Espero que o Galo Indio corrija essa questao em seu mandato e pelo que fiquei sabendo, isso está se encaminhando. O organograma da prefeitura não comporta uma secretaria de cultura. Criar mais secretarias seria uma temeridade, dado o orçamento baixo. Mas existe a Fundação Casa de Cultura que está em processo de efetivação. Espero que se torne rapidamente uma instituição sólida, estável e operante. Ah...e que realmente planeje todo o ano cultura da cidade, afinal, conteudos não nos faltam.

Vítor Lima disse...

Eu acompanhei a ordem das apresentações das músicas, e queria lhes informar que a música de minha autoria foi novamente anunciada com um erro, o certo seria "Quando os Bodes Vermelhos Começam a Falar."
Aguardo a correção, obrigado.