segunda-feira, 26 de junho de 2017

A MÚSICA ALVINOPOLENSE TEM HISTÓRIA

Essa foto é muito especial. Nela estão presentes figuras muito queridas da sociedade Alvinopolense e em particular dois tios meus que foram algumas das minhas principais referências musicais. Meu tio Babucho era um autodidata daqueles de tirar qualquer música ao cavaquinho. Só precisava ouvir um vez e já saia tocando. E não tinha nota mascada. Era tudo agulhado. A primeira vez que gravei uma música na vida fui atrás dele na barbearia. Eu tinha feito 3 sambas, doido pra entrar no festival. Mostrei as músicas pra ele, que pegou as harmonias em dois tempos e gravamos as músicas. Era um violonista incrível também.Com essa fita k7 me inscrevi no primeiro festival da minha vida. A interpretação no dia foi de Jorge de Nêgo e os Heltons. Meu tio Tutuia também foi uma referência forte. Ele era estiloso, gostava de usar cavanhaque.Tinha um timbre grave para cantar e era apaixonado por um ritmo diferente: o baião. Conhecia tudo de Luiz Gonzaga e cantava um repertório enorme do ritmo nordestino. Foi a primeira pessoa que conheci que se sensibilizava com as causas dos negros, com o preconceito, com as injustiças. O pessoal da Escola Unidos do Morro queria até homenageá-lo esse ano. Lete Morcego também estava nessa foto. O morcegão estava em todas. José Sylvio sempre foi presença marcante no meio da turma, seja como admirador, seja como violonista , cantor e gaitista. O Tião eu não conheci, mas pela foto me parece um sujeito altivo. Segundo o que me contaram, um grande músico. Tuca era outro seresteiro admirável, acho que tocava 7 cordas. Sobre quem seria a pessoa sentada, ainda paira uma dúvida. Alguns dizem ser Dosa. Outros dizem ser o Sr Darcy. E no colo, segundo disseram, o meu primo Mauricio Lima ( Bife), filho do meu tio Babucho. Assim que esclarecermos, tratarei de fazer as devidas correções.

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