quinta-feira, 15 de março de 2018

O SONHO COMEÇA A TOMAR VULTO...


Há alguns dias atrás, mais precisamente no dia 1º de fevereiro, estive com o ex-deputado José Santana conversando sobre diversos assuntos. Entre esses assuntos estava a proposta do asfaltamento entre ALVINÓPOLIS e CATAS ALTAS, passando por Fonseca. 

Eu comentei com ele que viajava com a minha mãe que era escrivã e costumava ter de ir a algumas localidades para passar escrituras. As viagens eram um terror por causa da poeira. E passadas décadas, continua do mesmo jeito. Lembrei a ele sobre a importância que ele teve como político, quando moveu céus e terra pra levar o asfalto até Alvinópolis. Falei sobre o corredor de desenvolvimento que poderia ser aberto, as possibilidades para o turismo e para os negócios, além de abrir uma alternativa para a 381, sempre cheia de acidentes e congestionamentos. Os olhos dele brilharam e ele falou que ia imediatamente falar com o Deputado Gustava Santana pra começar um trabalho junto ao governo do estado. Ontem, com muita satisfação, encaminhei pra ele a matéria sobre o movimento que vem nascendo em Fonseca, de reivindicar com muita força o asfaltamento da estrada. Lembrei que ele havia me dito que pra algo acontecer, o povo teria de abraçar. E é o que está acontecendo. Alguns minutos depois ele me retornou dizendo que alguns dias depois da nossa conversa, o deputado Gustavo Santana protocolou requerimento junto ao Presidente da Comissão de Transportes, a ser encaminhado ao Governador Pimentel para incluir o asfaltamento no PROGRAMA MAIS ASFALTO do governo do estado. Santana me explicou que tem de ter paciência, pois a caminhada é longa. E se colocou à disposição para ajudar no que for preciso, como sempre fez quando Alvinópolis o convocou. 

ENTREVISTA COM REJANE ALVES - FONSECA LEVANTA A SUA VOZ!!!


Entrevista com Rejane Alves, liderança que está fazendo a diferença em Fonseca ao encabeçar o movimento pró-asfaltamento da rodovia entre Fonseca e Catas Altas. Ela está conseguindo manter o assunto em debate, principalmente através da internet. Sua postagem mostrando a situação de penúria da rodovia provocou muita indignação na rede. Depois  conseguiu levar a Fonseca diversas autoridades de Fonseca, Catas Altas e Alvinópolis(sede) onde iniciou-se uma conversa para a elaboração de uma comissão e de um projeto comum . Na oportunidade, houve o comprometimento de todos os presentes de se engajarem, todos fazendo suas partes para que o projeto avance, passo a passo, até a sua concretização. Mas vamos à entrevista...

MARCOS MARTINO - Rejane, conte um pouco da sua trajetória.

REJANE ALVES - Bem Marcos ,minha família é de Fonseca, mas eu nasci em Nova Era pois meus pais haviam se mudado pra lá por motivos de trabalho.Venho de uma família muito grande. Meu avó paterno, o falecido sr Amador, era um homem bem conhecido e estimado por todos na região de Alvinópolis. Aos 5 anos voltamos pra Fonseca, onde criei minhas raízes ,meus amigos,onde estudei (ensino fundamental incompleto)pois muito cedo sai de casa. Aos 15_anos me engajei em movimentos pastorais na igreja. Dai conheci a CEBs, um movimento que luta pelos menos favorecidos. Aos 19 anos fui para BH. De BH a Brasília...e de de Brasília voltei para Fonseca onde me casei ,tive os meus dois filhos ,me separei e logo após vim para Catas Altas para trabalhar. Sou cuidadora de idosos , tenho 38 anos , hj vivo c meu atual marido o Silvio Pascoal Muniz e meus dois filhos em um sítio da zona rural de Catas Altas, mas sempre participando de tudo que acontece na vida pública do distrito.

MARCOS MARTINO - Vocês fizeram uma reunião em Fonseca e convidaram autoridades e a comunidade. Como avalia o encontro?

REJANE ALVES - Avalio como positivo, pois quem estava presente abraçou a causa e estamos na luta p esse asfalto.

MARCOS MARTINO - Percebo que você utiliza muito bem a internet. Os vídeos que publicou na internet sobre a situação de penúria da estrada gerou grande repercussão.Agora iniciam o movimento conclamando a população a não votar nas próximas eleições. O que espera a partir desse movimento?

REJANE ALVES - Primeiro que o povo se una e segundo que nossas autoridades percebam que não é só buscar votos c promessas não cumpridas, que o povo deve exercer seu dever como cidadão  e também quer o seu direito - e nesse caso específico o direito de ir e vir em uma estrada decente.

MARCOS MARTINO - Você acha que existe esse sentimento de revolta em Fonseca? Acha que a população vai aderir?

REJANE ALVES - Olha, acho que sempre vai ter os do contra . ´Porém em sua maioria a população de Fonseca está sim revoltada e não só Fonseca vai aderir, mais já tem muitas pessoas de cidades vizinhas aderindo.

MARCOS MARTINO - Os Fonsequenses almejam a emancipação, tornando-se cidade com toda a infra-estrutura necessária ou não existe esse sentimento? Vocês vislumbram alguma coisa nesse sentido?

REJANE ALVES - No sentido de emancipacao Fonseca já perdeu a esperança ,que nos foi arrancada há anos atrás. Porém, quem sabe a criação de uma sub prefeitura no distrito?

MARCOS MARTINO - Vocês reivindicam o asfaltamento entre Fonseca e Catas Altas, pois com isso terão uma via asfaltada de boa qualidade, favorecendo a saúde, as pessoas que trabalham na cidade vizinha e isso é muito importante mesmo. Mas não vê a possibilidade do asfaltamento também de Fonseca até a sede do município?

REJANE ALVES - Seria muito bom sim esse asfalto até a sede. Mas isso vai depender não só do povo, mas do executivo e do legislativo do município, pois c isso beneficiariam não só Fonseca, mas quase 50 % do município.

MARCOS MARTINO - O projeto - SEM ASFALTO - SEM VOTO conclama os cidadãos a não votar nas próximas eleições. Imagino que o povo esteja cansado dos políticos que visitam Fonseca, prometem, prometem e somem depois da eleição. Mas existe alguma condicionante, ou seja: os políticos que conseguirem avanços podem ganhar a confiança de vocês e merecerem os votos?

REJANE ALVES - Nesse momento creio que não

MARCOS MARTINO - Como tem sido a adesão dos políticos de Alvinópolis e de Catas Altas na campanha? Quais os políticos que aderiram e estão com vocês na luta? Alguma ausência sentida?

REJANE ALVES - Alguns políticos participaram sim com a gente. Infelizmente nem todos puderam comparecer. Alguns justificaram, outros nem satisfação deram. A gente tem sim apoio político, porém os que aderiram tem seus candidatos ,mas estão respeitando nossa opinião.

MARCOS MARTINO - Eu tenho uma tese de que se conseguirem o asfaltamento de Fonseca a Catas Altas ficarão ainda mais distantes da sede do município. Ninguém vai querer enfrentar uma estrada empoeirada e cheia de costeletas tendo uma via asfaltada para outra cidade que também oferece estrutura. Concorda comigo? Como avalia essa relação entre Fonseca e a Alvinópolis?

REJANE ALVES - Infelizmente, Marcos ,o distrito é asfaltado de Alvinópolis desde sempre ,msm (rs). A estrada não sendo asfaltada o povo para resolver algumas coisas procura p Catas Altas e Santa Barbara que é de muito mais fácil acesso. O pessoal do distrito só vai a sede por muita necessidade.

MARCOS MARTINO - Quais os próximos passos na caminhada?

REJANE ALVES - É engajar e fazer crescer mais o movimento. Criamos uma comissão que vai buscar apoio nas cidades vizinhas para essa luta. O nosso próximo passo é ir em frente sem desanimar.

MARCOS MARTINO - Você tem aspirações políticas? Cogita lançar uma candidatura nas próximas eleições? É filiada a algum partido?

REJANE ALVES - Graças a Deus não! Não penso em me candidatar a nada. Não sou e nem penso em filiação política. O meu único interesse é o bem estar do meu povo ,do distrito que msm não morando mais eu amo e quero o bem,

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Quem é a DJ NINAH?

Essa DJ tem muito mais que sete vidas. Basta dar uma olhada no face. É DJ pra toda obra, pra eventos pra milhares de pessoas, pra eventos chiques, pra convenções, baladas, festas funk, fitness, eletrônicos...também bate um bolão como modelo...e  é advogada criminalista. Uma mulher de luta, dessas que faz esse mundo girar. Ela vai tocar em Alvinópolis no Carnaval de Alvinópolis. Oportunidade pra galera curtir uma das mais atuantes DJs brasileiras que vai levar um set especial de Carnaval para Alvinópolis. Leiam a entrevista e sintam a pressão

AQP - POR QUE DO NOME DJ NINAH?

DJ NINAH -  Além de ser um apelido de infância de família e amigos, é um nome artístico escolhido pela agência que cuida da minha imagem.

AQP - DE ONDE VC É ? 

DJ NINAH - Belo Horizonte /MG

AQP -O QUE A DJ NINAH TEM DE DIFERENTE? 

DJ NINAH - Autenticidade 

AQP -COMO  ACONTECEU DE TOCAR EM ALVINÓPOLIS? 

DJ NINAH - Estou participando como patrocinadora do evento. 

AQP -VOCÊ TRABALHA SEMPRE PATROCINADA? 

TDJ NINAH - Tenho patrocínio apenas associado com a minha imagem ( lojas, roupas, acessórios, estética  etc...)

AQP - DEI UMA OLHADA EM SEU MATERIAL NA INTERNET. PARECE QUE VOCÊ TEM SETS PARA DIVERSAS SITUAÇÕES. COMO SERÁ O PLAY LIST DE ALVINÓPOLIS?

DJ NINAH -Algo bem carnavalesco mesmo, que agrade o público de todas as idades.

AQP - QUAL O SEU ESTILO PREFERIDO: 

DJ NINAH -Sou DJ há 10 anos, tenho habilidade com todos os estilos mas o deep house tem um espaço especial.

AQP -VOCÊ TEM MATERIAL EXCLUSIVO TAMBÉM? MÚSICAS OU MIX QUE VC MONTOU E QUE FAZEM A DIFERENÇA? 

DJ NINAH -Sim. Tudo vocês encontram na minha fan page/facebook oficial Deejay Ninah

AQP -CITE ALGUNS LUGARES EM QUE TOCOU... 

DJ NINAH -Minas Gerais ( diversas cidades) Rio De Janeiro, São Paulo, Rio De Janeiro, Santa Catarina, Brasília, Goiânia... e fora do país Argentina/Buenos Aires

AQP -VOCÊ TEM UMA EQUIPE OU TRABALHA SOZINHA? 

DJ NINAH - Não. Tem uma agência que cuida da imagem pessoal e agenda e profissionais de som, produtor, fotografo e maquiador/roupas.

AQP -O QUE A GALERA DE ALVINÓPOLIS PODE ESPERAR? 

DJ NINAH - Um carnaval animado com muita música de qualidade e preparado com muito carinho.

QUEM QUISER PESQUISAR MAIS, VISITE OS FACES DA NINAH.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

O BLOCO PIRATAS É UM FENÔMENO

Algumas pessoas criticavam "os Piratas" pelo fato de não utilizarem batucadas tradicionais nem as velhas músicas de carnaval em seus desfiles. Usavam sons adaptados em caminhonetes. Até que vi o bloco ao vivo. Fiquei de queixo caído! O bloco arrasta multidões como nunca antes na história de Alvinópolis. Uma energia doida. Uma galera muito nova acompanhando e curtindo as atrações. Cada caminhonete toca um tipo diferente de música. Tem uma que toca só axé. Outra toca funk. Outra toca Samba. Outra toca pop.  E por aí vai. E vai a galera atrás, muitas turmas fazem seus blocos próprios, fazem abadás coloridos e se agrupam. É um bloco de blocos. Num certo aspecto lembra a estética mad max, com aquelas caminhonetes de som adaptados. No fundo deve rolar uma disputa: qual tem o maior grave? Qual manda som mais longe? Qual arrasta mais multidões? Em cima das caminhonetes, um DJ se equilibrando em cima da caminhonete, controlando o som com seu notebook ou outro suporte. Essa estrutura com certeza não fica barata. Muito arrojo dessa turma. Além do mais, eles são craques no marketing. Tem ainda os caminhões  pipa que vão refrescando a galera, dando uma curada no zinabre. Cheguei à conclusão de que o que era criticado foi  o diferencial e o pulo do gato dos Piratas. Eles não quiseram se apegar aos esquemas tradicionais. Fizeram do jeito deles. Botaram as músicas do tempo deles. E a geração respondeu. Eles são a cara do novo carnaval de Alvinópolis. Entendam que não estou dizendo que o carnaval tradicional das marchinhas e sambas morreu. Muito pelo contrário. No carnaval cabe tudo. Até acho que tá faltando marchinhas. Afinal de contas, duas das mais lindas que conheço, Adeus Marinha e Bambas do Gaspar, são trilhas eternas do nosso carnaval.Temos também a Unidos do Morro e a Bateria Colibri, que fazem samba da melhor qualidade e a Charanga da Rua de Cima, com seus batuqueiros e músicos de sopro. Mas os piratas chegaram e tomaram conta. A Marinha teve de se conformar e os bambas do gaspar tiveram de abrir alas. E viva os piratas !!!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

ALVIMONTE VOLTA EM BREVE...

JUSTIÇA SEJA FEITA

A Rádio Alvimonte tem história e muita gente boa ajudou a construí-la. A começar pelos idealizadores que fizeram os primeiros esforços e conseguiram realizar o sonho alvinopolense de ter uma rádio com sotaque próprio. Foi criada uma Associação para cuidar da administração, vários voluntários passaram pela diretoria até chegar ao organograma atual. Conduzindo a rádio, pessoas do naipe de um Geraldo Magela de Souza, excelente gestor e uma das pessoas mais idôneas que conheço, o ex prefeito Marcinho que também trabalhou pela implantação da rádio, além de incentivadores voluntários como João Carlos de Souza Carvalho, entre outros. Não poderia deixar de lembrar dos locutores Sidney e Mauro, que vivem para a rádio. Aliás,  a Rádio virou uma escola de locutores. Alguns formados por lá estão hoje em algumas das principais rádios de Minas, como Mauro Lúcio  na BH-FM, entre outros. Lembro também dos contatos comerciais como do atual vereador Samuel Bicoco, que sempre vendeu a Rádio. A Alvimonte caiu no gosto do povo. Depois houve a lamentável perda de prazo de uma renovação de licença, o que acarretou seu silêncio por tanto tempo e a frustração por parte do povo. Houve muita polêmica e especulações, muitas informações desencontradas e o processo foi se alongando. Muita gente já dizia que nunca mais voltaria a funcionar, pois não havia interesse nesse sentido. Mas finalmente estamos vendo esforços reais para que a ALVIMONTE volte a ser ouvida.

JOSÉ SANTANA  MANDA BOAS NOTÍCIAS

Estive visitando o ex-Deputado José Santana, que foi um dos pioneiros na criação da Alvimonte. Ele se disse muito otimista com relação ao futuro da Rádio. Santana vem acompanhando o processo há mais tempo e me informou que as tramitações dessas questões infelizmente são lentas. Mostrou-me mensagem que recebeu do deputado federal Fábio Ramalho informando que a seu pedido, já havia procurado o ministério das comunicações  e que só aguardava a assinatura por parte do ministro para ser promulgado pelo congresso. 

Um dia após a visita, José Santana me encaminhou novo email informando que o ministro acabara de assinar o documento que faltava  Agora só depende da deliberação do Congresso Nacional ( vejam msg em anexo)


MARCUS PESTANA TAMBÉM SE COMPROMETE

Com alegria compartilhei há pouco tempo, uma fala do Deputado Federal Marcus Pestana ao lado do Prefeito João Galo Indio, em que o Deputado se comprometia a procurar o Ministro das Comunicações Kassab, a fim de liberar a licença para que a Rádio Alvimonte retorne. O Prefeito João Galo Índio também soube reconhecer a importância da Rádio e é outro que está empenhado para que a voz de Alvinópolis volte a ser ouvida. O prefeito inclusive acaba de dar retorno em sua página no facebook, informando que o Deputado Pestana já procurou o ministro e que num prazo de 3 meses a rádio poderá retornar às suas atividades. E o Deputado se comprometeu a continuar acompanhando de perto. 

CONVERGÊNCIA

As informações passadas pelos dois nobres políticos coincidem. O que o José Santana informou foi confirmado pelo Pestana.A demanda já foi assinada pelo ministro e agora só precisamos ter um pouco de paciência. 

VONTADE POLÍTICA

É uma das coisas mais poderosas do mundo. Quando existe, dá pra mover céus e terra, religar rádio e até  asfaltar de Alvinópolis a Santa Bárbara passando por Fonseca. Com tantos esforços, não tem jeito de dar errado. 


ALGUMAS PERGUNTAS PERTINENTES

Quem integra a Associação e a diretoria da Rádio hoje? Existe rotatividade de membros, eleições e novas composições? Caso a rádio retorne às suas atividades, quais serão os próximos passos ? O equipamento está atualizado, vem tendo manutenção, já que está há tanto tempo parado? Deve precisar de algum investimento pra voltar a funcionar. Mas se existe mesmo esse prazo de 3 meses pra liberação de licença, a Associação tem de se reunir desde já. Resta saber se a Associação tem...vontade política.

 ALGUNS PITACOS

A Rádio poderia funcionar de forma virtual por enquanto. Seria legal disponibilizar a programação através da internet. As pessoas poderiam ouvir através de seus celulares, através do site ou de um app. Mas pra isso, teria de haver uma mobilização, reunião da diretoria constituída e trabalho voluntário, já que não haveria como monetizar. A não ser que alguém queira bancar...

SUGIRO NOVA LOGOMARCA

As logomarcas mudam com o tempo. A logo antiga da Alvimonte foi retrato de uma época. Mas sugiro a criação de uma nova logomarca, dando uma atualizada, mas com linhas mais simples, de fácil aplicação. Quem sabe um concurso pra escolher a melhor? Novas vinhetas também cairiam bem. 

OUTRA SUGESTÃO


Que tal contratarem também o Eduardo Dudu pra colocar uma pitada de humor na Alvimonte? Ele teria de se enquadrar, se profissionalizar, mas tem veia artística e se trabalhado, tem cheiro de povo. Algo a se pensar...

AMIGOS

Postei com muito prazer uma foto com o meu amigo José Santana, como já postei várias fotos ao lado de outros amigos de longa data. Os bons amigos a gente não esquece. E sobre a Rádio, o importante é que a voz de Alvinópolis volte a ser ouvida, não é Sidney  Ribeiro?

domingo, 14 de janeiro de 2018

COMUNHÃO DE SENSIBILIDADE

Quando recebi o livro "Comunhão" de Maria de Lourdes Camelo e Getulino, já preparei o espírito. Já conhecia a escrita poética da Lulude e sabia de sua capacidade de revolver reminiscencias e jogar luzes sobre o que para muitos poderia passar como banais, cotidianas. E pra ficar completo, a vida tratou de entrelaçar seu destino a outro poeta, o Getulino, que tem a lente masculina, mas também de grande sensibilidade e entendimento da alma humana. Lulude nos leva a uma viagem no tempo, com uma maravilhosa reconstituição de época, lembranças de terra batida e pés nos chão, da Alvinópolis quase vila, dos negros da época e sua posição servil pós escravidão, porém amados e respeitados pelos que se importavam e se solidarizavam com qualquer tipo de injustiça, sobre o recato, elegância e reverência com que as pessoas se tratavam.Não vou comentar sobre cada capítulo. Nem cair na armadilha do "antigamente é que era bom".  Que cada um leia e interprete a partir de suas experiências pessoais. E agradeço muitíssimo por ter sido convidado a comungar de tão puro conteúdo. O efeito foi imediato. Enquanto ia lendo, não houve como não fazer minhas viagens no tempo e revolver algumas memórias profundas. Lembrei-me principalmente da minha mãe, escola de cortesia e delicadeza, uma pessoa de gestos e hábitos suaves. Do meu pai daqueles tempos, que nos levava montando cavalinho no ombro enquanto assoviava um bolero de Bienvenido Granda..Da minha vó de baixo, exemplo de moralidade e bondade. Dos meus tios Caetaninho e João de Vina, Babucho e Tutuia. Do meu avô Dominguinhos, Italiano bravo, consertador de carros que tinha um coração do tamanho do mundo. Forcei a memória um pouco mais e me lembrei de antigos caminhões que precisavam de  manivelas de ferro que os donos tinham de rodar com força para que dessem partida. Lembrei de ferros de passar roupa, que ainda usavam carvão. Dos ônibus tremendões circulando pela cidade, do cinema da rua de cima e do Sr Miltinho, do campinho onde é hoje a garagem da Lopes e Filhos.Do Jardim de infância e do Grupo de cima com Dona Mariângela, professora master. Depois no colégio com Sr Jayme, Zé Mauro, Rômulo, Aquiles, Xandoca, Maria Gonçalves, Selma, Nita, Silverio, Toquinho, Tatinho, Ênio, Repolês, Amir, Tio Tutuia, pessoas que comungaram conhecimento conosco, lições para a vida inteira. Voltei também as aulas de catecismo onde aprendi sobre o simbolismo da comunhão. Era tudo muito mágico. A comunhão era um ritual lindíssimo de amor e partilha A hóstia era pra mim algo entre o material e o etéreo, um substância tão santa, tão pura, que deveria flutuar na boca. Nada de mastigar. Era pra deixar desmaterializar, alimento espiritual que nos possibilitava o perdão para os erros e sempre, o renascimento. Deixei pra falar de comunhão no final do texto pra linkar com o título do livro e dizer que comungo de tudo nele contido. Mais uma vez agradeço pela consideração. E vamos pela vida afora nessa comunhão de histórias, vivências e delicadezas.