domingo, 12 de dezembro de 2010

FALANDO DE ALVINÓPOLIS

SOBRE A PRAÇA SÃO SEBASTIÃO

Fui um dos primeiros a implicar ainda na época da reforma da praça. Não conseguia enxergar como poderia ficar melhor tirar a grama e botar cimento. Tirar vida e botar concreto amorfo. Até que se fosse um piso bonito, bem trabalhado, até que poderia ficar bom. Mas colocaram bloquetes rústicos, alIas, a palavra rústico é a que mais se adequa. Saiu o bucólico e entrou o rústico, o grosseiro. Existem até situações em que o rústico fica bonito, mas não foi o caso. Mal gosto à toda prova. Na época foi argumentado que haviam árvores que precisavam ser cortadas pois estavam velhas e prejudicando tudo em volta. Tudo bem. Então que pegassem árvores novas e transplantassem. Agora fica essa praça feia, uma frigideira como alguém comentou há tempos atrás pois o sol bate inclemente e frita os miolos. Entendo a situação do prefeito, pois as prioridades batem à sua porta. No entanto, penso que a praça é ( ou era) o cartão postal da cidade. A iluminação do cemitério já foi uma idéia simples que funcionou. Quem sabe a coletividade, o conjunto das pessoas apaixonadas pela praça não tenham uma boa idéia para sua reforma em tempo recorde e com gastos mínimos? Pelo que conheço do Prefeito Galo Indio, ele não é bobo de perder uma oportunidade se ela for boa. Mas não levem problemas sem solução, pois aí ao invés de ajudar vocês estarão é levando mais uma pedra para o prefeito carregar.

SOBRE O MONUMENTO À FEIURA e ao JACARÉ.

Que me perdoe o artista que concebeu a estátua que fica na fonte, no meio da praça. Talvez seja eu o ignorante, mas aquilo ali não ficou bonito de jeito nenhum. Sei que muitas vezes a arte nem tem de ser bela, mas causar algum tipo de emoção. Mas ali deveria caber um monumento a um vulto de destaque da cidade. Sei que vão me jogar mais um caminhão de pedras, mas penso que o justo seria homenagear em vida o Ex Deputado José Santana de Vasconcelos. Seria uma oportunidade até de que a história desse ilustre Alvinopolense pudesse ser contada para os conterrâneos que desconhecem esse político que trabalhou com figuras como Juscelino kubtscheck, Getúlio Vargas e Lula.

SOBRE A ADMINISTRAÇÃO GALO ÍNDIO

Vendo de longe, acho que está sendo entre razoável e boa, com espaço para subir para ótima e excelente nos dois últimos anos. Tudo depende de como o Galo vai se comportar de agora pra frente. Está claro que ele procurou estruturar a saúde nos dois primeiros anos, afinal, estruturar a saúde foi a sua principal promessa de campanha. Porém, quem convive com os políticos, sabe que é comum gastarem pouco nos dois primeiros anos para fazer as obras relevantes nos dois últimos anos. Galo Indio já conseguiu se estruturar para que verbas polpudas cheguem exatamente em janeiro de 2011. Coincidência? O tempo vai dizer. Quanto às estradas rurais, há pouco tempo eu via algumas pessoas elogiando e hoje tem gente descendo a lenha. Como também trabalho em uma prefeitura e vejo a dificuldade dos prefeitos hoje em dia em lidar com a queda expressiva do FPM, imagino que a Prefeitura de Alvinópolis tenha passado um bom aperto neste segundo semestre. De qualquer maneira, Galo Indio vem tendo a atitude de lavar roupa suja em casa e essas coisas não tem vazado. Que em 2011 ele tenha uma vida financeira mais equilibrada para fazer as obras que o povo tanto espera.

SOBRE A CASA DE CASTIVILLA

Espero que a situação tenha o final menos traumático possível. Lamentável que tenha caido, mas já que aconteceu, que sirva para acelerar a reconstrução da casa e que seja reconstruída exatamente como a fachada anterior. Já conversei com Vera e Lindouro e sei que os planos deles para a área são excelentes.

SOBRE AS LIXEIRAS E O LIXO

Como li no mural do Alvinews, não acho que será dispendioso conseguir latões para distribuir pela cidade, para ser vir como lixeiras. O problema é que, por não ter um alvo, as pessoas jogam o lixo em qualquer luxar. A cidade fica salpicada de lixo de todo jeito. Mas concordo que as pessoas precisam ser educadas para o trato com o lixo. Um trabalho para o Assessor de Imprensa Pedro Augusto. Que tal uma campanha neste sentido, meu amigo?

SOBRE O NATAL SEM FOME

Já falei no ano passado e falo de novo. O projeto Natal sem fome tem duas importancias fundamentais. Em primeiro lugar, pela solidariedade. Em segundo, por abrir espaço para as bandas locais, que não tem tido oportunidade de tocar.

FUNDAÇÃO CASA DE CULTURA

Não saiu do lugar o projeto da Fundação Casa de Cultura. Infelizmente, a efervecência cultural da cidade tem sido freada pela política dualista ( ou trialista). Tomara que o Galo tenha cabeça fria para tomar uma decisão. Em minha opinião, ele precisa encontrar alguém com uma cabeça jovem pois não adianta ter mentalidade saudosista. Abandonar as raízes, não pode. Mas também não se pode perder o norte. Nossa história ainda está por ser construída.

domingo, 5 de dezembro de 2010

PARABÉNS AO FLUMINENSE...E AO CRUZEIRO TAMBÉM

Não foi um mal ano. O Fluminense mereceu. Embora que em nenhum momento apresentou um futebol de encantar, mas a velha eficiência do Muricy falou mais alto. Pelo menos o Corínthians não levou mesmo com a ajuda dos juizes. O Muricy merece por fazer certos jogadores renderem, como foi o caso do lateral Carlinhos, que não jogou nada no Cruzeiro, mas que no Flu tem uma garra incrível, assim como o lateral direito Mariano. O Flu também tem o Conca e tem o Coração de Leão, que embora estivesse tanto tempo sem marcar foi decisivo e participou dando aquela cabeçada de raspão, sobrando a bola para o Emerson conferir. O Cruzeiro ficou com o segundo lugar e vamos e venhamos: não foi apenas por causa daquele jogo do Coríntians. Perdemos para o Vitória em Minas, para o Grêmio Prudente, para o São Paulo naquele jogo em que levamos olé, empatamos com o Botafogo naquela partida em que fizemos um gol lícito em que a bola não saiu, o lateral lançou e o Farias conferiu. Depois ressuscitamos o Atlético, que a partir da vitória contra nosso time, iniciou sua arrancada pra sair do fundo do poço. Mas mesmo assim, ainda assim, não foi ruim. Segundo lugar num campeonato como o Brasileiro, o mais disputado do planeta não é pouco. No entanto, não podemos tapar o sol com a peneira. A teimosia da diretoria do Cruzeiro em continuar com WP chega a irritar. O cara tropeça na bola. Não é e nunca foi jogador pro Cruzeiro. Engana algumas pessoas fazendo alguns golzinhos, mas sua performance é abaixo da crítica. Agora é mirar na Libertadores, mas tem de reforçar. E pra finalizar, parabéns ao Fluminense do meu amigo Marcelo Xuxa lá de Alvinópolis, o tricolor mais doente da região. Obs. Não fossem aqueles roubos do juiz contra o Vitória em pleno Barradão na Bahia, o time Baiano não seria rebaixado. Tudo bem que foi incompetente, que não conseguiu ganhar do Atlético Goianiense em casa, mas naquele jogo contra o Corínthians foi um gol totalmente legal anulado e aquele pênalti não marcado. Se eu fosse torcedor do Vitória, entraria na justiça comum contra o juiz. Quanto ao galo, caiu de 4 na última partida. Tudo bem. Melhor que o pesadelo da segundona que as frangas já experimentaram. Elas parece que gostaram muito daquela música: vamos subir galô e se sentem muito atraídas pela gravidade da série B. Quem sabe no ano que vem? Enquanto isso, o clube dos times que nunca cairam permanece inalterado: Cruzeiro, Inter, Flamengo, Santos e São Paulo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

AS MELHORES COISAS DA VIDA SÃO DE GRAÇA

Pessoal, trata-se de música mais ou menos nova do República. Em tempos de capitalismo selvagem, um sacrilégio. De qualquer maneira, arte não se racionaliza, certo? Espero que gostem. Ah, fui politicamente incorreto, pois peguei várias fotos da internet emprestadas pra montar a colcha de retalhos. Tem Alvinópolis pra caramba, pra variar. Essa cidade está em mim mesmo, não tem jeito! Um abraço a todos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

COBERTOR CURTO!


Faço parte hoje da administração de uma cidade próxima à nossa, um local que recebe gente de todas as cidades da região, portanto um caldeirão efervecente de idéias, de política, de sotaques.
Por um lado é considerada uma cidade grande, pois tem mais de 70.000 habitantes. Por outro lado trata-se de um dos menores municípios de Minas, com território pequeno. Porém, uma das coisas que as duas cidades e grande parte dos municípios tem em comum é o efeito cobertor curto. Vou explicar. Os prefeitos quando assumem as administrações chegam cheios de entusiasmo, querendo mostrar serviço, suplantando seus antecessores, fazendo tudo o que os outros não fizeram e mais alguma coisa. Algo de errado com isso? Não! Todos esperam mesmo que a nova administração arrebente, que as obras apareçam, que os melhores shows do país venham até a cidade. Só que a realidade que se apresenta é frustrante. Vejam o exemplo de João Monlevade. Há tanto por se fazer e a realidade é que o dinheiro arrecadado não é o suficiente. Pra complicar, houve a crise mundial de 2008 que refletiu em 2009, teve uma tentativa de cassação e finalmente uma nova crise financeira. Há grande chance da situação se normalizar no próximo ano, possibilitando que o prefeito consiga cumprir grande parte do seu ousado plano de governo. No entanto, vê-se que algumas coisas ele não conseguirá fazer. Quando falo do tal cobertor curto, me baseio também em situações que presencio todos os dias. Uma prefeitura como a de João Monlevade tem uma complexidade maior. Por isso, as demandas da sociedade também são maiores. O prefeito fica as voltas com problemas que vem das secretarias. E dá-lhe secretaria de esportes querendo verbas, a recém criada de Meio-Ambiente também. Tem a saúde, o tempo inteiro pressionada pelo povo, a educação e obras que também consomem muito dinheiro. Cada secretário chega com seu pires na mão pra ver se arruma algum dinheiro para pagar pelo menos o básico. Mas aí é que vem o drama. O cobertor é curto. Os prefeitos com jeito, vão levando na conversa e nem todos verão a cor do dinheiro. No que diz respeito a Alvinópolis, creio que não é diferente. Imagino que o Galo deve estar passando um baita aperto para virar o ano com astral pra cima. Não sei se vai conseguir pagar o 13° e virar o ano em lua de mel com os funcionários. De qualquer maneira, continuo confiando e muito no Galo Indio. Assim como em Monlevade e em diversas cidades, os dois primeiros anos foram muito difíceis e só no terceiro e quarto ano será possível colher o que foi plantado. Falo isso não como desculpa, mas como desabafo de uma pessoa que está assistindo a tudo de dentro. Tem sido um aprendizado doloroso. Principalmente pela forma como parte da mídia age, sem ética, sem escrúpulos, sem consciência de seu papel enquanto quarto poder. Só para concluir, devo dizer a cada dia, estou desistindo da utopia de querer mudar o mundo. Posso mudar apenas a mim e olhe lá. Um forte abraço a todos.

domingo, 14 de novembro de 2010

NÃO SEI VOCÊS...EU NÃO SOU DA ROÇA!

Meus conterrãneos. A essa altura do campeonato, já criei casco o suficiente para levar porradas á vontade e continuar de pé. Meu queixo já não é de vidro, petrificou. Sobre essa questão de ser ou não da roça, em princípio até cheguei a pensar que estava me equivocando, mas hoje vejo que não. Impossível negarmos que Alvinópolis é uma cidade cercada de roça por todos os lados, mas nem por isso é roça apenas. Discordo disso e ninguém vai me convencer do contrário. Eu, particularmente, como vários outros Alvinopolenses, sou nascido no núcleo populacional, na cidade que me forneceu todas as referências que tenho. Depois sai pelo mundo buscando novos horizontes, conhecendo outros sotaques, outros tempêros, mas Alvinópolis é a minha referência sem dúvida nenhuma. Não me considero da roça pelo simples fato de nunca ter sido um morador do campo, de não saber nem ordenhar uma vaca, de nunca ter arado uma terra ou buscado cavalo no pasto. Sei que sou uma anomalia na minha região, mas o que posso fazer? Essa é a minha realidade. Acredito que é de outras pessoas também. Na questão que gerou tanta polêmica, talvez eu tenha errado em tomar as dores de uma cidade que não padece da mesma dor. Como bem disse o amigo Gomes em seu blog, deveríamos nos orgulhar das nossas origens rurais, de fazermos parte do chamado cinturão verde que abastece as cidades que vivem do minério como Barão, Catas Altas, Itabira e hoje São Gonçalo e as que vivem da siderurgia, como João Monlevade, Ipatinga e Acesita. O Gomes tem toda razão. O fato é ótimo para a nossa população. Trata-se de uma indústria que não polui, não gera grandes intervenções em nossas terras e não causa um grande surto populacional. Esse reconhecimento também tenho. Porém incomodou-me sim quando caçoaram da nossa terra, insinuando que em nossa cidade bois e outras criações andam soltos pelas ruas. O que posso fazer? Sou humano e meu sangue subiu. Alvinópolis é minha pátria amada, mãe nem sempre gentil, mas minha pátria. Só pra encerrar o assunto, Alvinópolis é mais roça que cidade, já que provavelmente 90% do nosso território é ocupado por pastagens e propriedades rurais, mas eu não me considero roça, simplesmente por ser citadino, filho de dona de cartório com contador da prefeitura. A partir de agora, só tomarei o cuidado para não ficar tentando defender uma bandeira que não é minha, mas que também não é de ninguém. Alvinópolis é roça, é cidade e o que dela fizermos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

EM ALVINÓPOLIS, NINGUÉM MORRE..

Em Alvinópolis ninguém morre. Somos todos plantados no sagrado cemitério de bambu e continuamos vivos nas atitudes dos nossos descendentes. Minha avó Maria está comigo. Sempre que me deparo com alguma encruzilhada, ela ergue-se no mais profundo do meu ser e me aponta o caminho correto. Sempre que topo com algum desafio, meu avô Dominguim me socorre com seu espírito anarquista italiano e sua generosidade. Sempre que me relaciono com as pessoas, minha mãe Dona Neusa me belisca e sopra: trate as pessoas com cortesia, Marcos. Eis a chave que abre os corações. Sempre que leio um bom livro, o faço por influência do sr Jaime Barcelos que me diz: um bom livro nos vale para uma vida inteira. Meus tios Babucho e Tutúia também falam alto dentro de mim e cantam e tocam comigo sempre que pego o violão. Falam também dentro de mim amigos de recentes passagens, como do Nô de Sô Nico, Adairinho, como Tuôla e tantos outros, todos plantados em nosso sagrado solo, sementes que germinam em nós para todo o sempre.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010