
domingo, 17 de maio de 2009
POR ONDE ANDARÁ CHICO BREAD ?

quarta-feira, 13 de maio de 2009
PARTIDO CULTURAL
sábado, 9 de maio de 2009
FESTIVAL DE MÚSICA, NOSSO EVENTO MAIS CONHECIDO.

Cavalgadas, também!
Mas Festival de Música Alvinópolis faz melhor que todas as cidades da região.
É importante lembrar que a exposição e cavalgada de Alvinópolis não tem nenhum destaque regional.
Cidades como Santa Bárbara, Nova Era, São Gonçalo e Dom Silvério, para não citar outras, tem muito mais tradição nesse tipo de evento.
Mas Festival de música é o de Alvinópolis.
Nosso festival tem tradição.
É feito desde 1976 e sempre teve uma turma entusiasmada trabalhando quase sempre de forma voluntária.
Nosso festival resistiu a todas as ondas musicais e já está quase chegando a sua edição número 30.
É provavelmente o evento de maior longevidade na nossa região e é motivo de orgulho para os Alvinopolenses. Como manifestação cultural em nossa cidade, só perde para o Congado e a festa de N.S.do Rosário, que já tem mais de 100 anos de vida.
A maioria das cidades da região já fez festivais de música, mas só o de Alvinópolis sobreviveu.
Para esse ano, já foi lançada a marca oficial, escolhida entre várias criações de Alessandro Magno, um dos criadores do site Portal Alvi.
Tudo indica que teremos um belíssimo festival, que já começa a ser divulgado esta semana.
Muitos detalhes devem ser definidos nos próximos dias e a medida que as novidades forem pintando, vamos divulgando para conhecimento de todos.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A COMEDIA E A TRAGÉDIA, ESSAS PARENTES PRÓXIMAS!

Estava eu tranquilo em minha casa lendo o mural do Alvinews, quando li uma mensagem pra lá de inusitada:- “ Estouro de boiada causa pânico pelas ruas da cidade”.
Pensei comigo:- Ai, ai. ai ! Agora é que o pessoal vai cair na gozação. Tomara que não saia em nenhum jornal de grande circulação, pois depois da famosa trombada de cavalo, agora vem esse estouro de boiada em pleno ano de 2009. Por causa dessas verdades absurdas, acaba que nós alvinopolenses ficamos com a fama de mentirosos.
Vai que eu ainda estava rindo desse caso, imaginando o centro da cidade transformado numa Pamplona brasileira, quando resolvi dar uma olhada nos blogs dos amigos e fui cair no blog do Gomes.
E não é que ele tem razão?
Já pensaram se a boiada enfurecida machuca ou mata alguém?
| Lobo Guará |

Tadinho
quinta-feira, 30 de abril de 2009
AS SERENATAS EM ALVINÓPOLIS

O cenário ideal eram as noites de frio, com serração de cortar com faca.
Os que tinham namoradas, levavam as amadas em casa primeiro e depois iam pra baixada encontrar com o resto do pessoal.
Enquanto esperamos chegar a hora da serenata, ficávamos na praça tomando uns “bravos” e observando os bêbados e lunáticos que sempre habitaram nossas noites.
Tínhamos de esperar passar pelo menos de 1 da manhã para sairmos.
Sempre tinha alguém que estava apaixonado e vinha com encomenda: - Vamos tocar na janela da fulana. Ela falou que iria deixar uma garrafa de vinho pra gente.
As meninas, já sabendo que iríamos fazer serenatas em suas casas, combinavam de dormir umas nas casas das outras. Algumas mais ousadas, costumavam até abrir as janelas e aparecer com suas belas camisolas, mandando beijinhos pro seu amado que estava na serenata com a gente.
Era impressionante a via sacra que fazíamos.
Muitas vezes, começávamos no Souza e terminávamos na Rua São José.
Fazíamos entre 10 e 15 serenatas por noite, além de sairmos tocando pelas ruas .
O silêncio era deliciosamente invadido pelos nossos violões e vozes juvenis.
Acontecia também de passarmos na Padaria pra pegarmos um pão quentinho de manhãzinha. Outro local obrigatório era a casa de Mariângela e Repolês. Quando íamos fazer serenata lá, eles abriam a casa, chamavam a gente pra dentro e abriam as garrafas do que tivessem, fora o tira gosto de primeira. . Uma vez tomei uma cachaça peruana lá que fiquei de ressaca 3 dias. Casal mais gente boa, impossível.
O problema é que nossas serenatas estavam ficando muito concorridas.
Chegou um ponto em que juntavam até 40 pessoas e ficava muito complicado.
Além do mais, os bêbados e os desafinados eram os que cantavam mais alto, atrapalhando tudo.
Tivemos de adotar o artifício de fingir que íamos embora pra casa, deixando os violões escondidos na casa de alguém. Aí, saiamos num grupo menor, só a nata.
Muitas vezes, a polícia também ficava na nossa cola. Uma vez, fizeram uma emboscada e nos cercaram na praça Bias Fortes. Um dos guardas até ameaçou quebrar meu violão. Tive de argumentar com o guarda, dizendo que cantávamos baixinho e que a gente tinha avisado para as meninas, que não perturbaríamos ninguém. Ele nos avisou que fossemos embora e não mais fizéssemos serenata, pois estávamos perturbando a ordem. Essa passagem acabou até virando uma canção.
Muitas coisas engraçadas aconteciam também. Como o dia em que Ricardão e Ronaldinho, pra lá de Bagdá, levaram o maior tombo subindo a avenida. Os dois se machucaram de sangrar, mas a garrafa de vodka e os copos que levavam ficaram intactos.
Não dá pra esquecer também os lanches que as meninas deixavam pra gente, churrasquinhos, espetinhos, kibes, vinhos e cachaças.
Engraçado que certa vez uma menina de BH nos falou: não sei que graça vocês vêem em sair num frio danado tocando para as meninas que estão em seus quartos, quentinhas debaixo do cobertor. Falta de conhecimento histórico da menina. Os homens desde sempre tiveram de adotar milhares de estratagemas românticos para lhes fazer a corte e as serenatas, talvez sejam das formas mais doces de se declarar amor.
Esses casos todos viraram canções e as reuni num CD chamado SERENATA.
No ano passado, cheguei até a lançá-lo em Alvinópolis, mas os ventos sopraram para outros lados e acabei nem fazendo show de lançamento desse CD. Quem sabe a hora seja agora ?
A Mônica Cris, conhecida por muitos como Mônica do Jazz, por outros como Mônica de Maurício, minha amiga de muitos e muitos anos, me sugeriu uma coisa muito interessante: fazer um show e sair depois por uma serenata pelas ruas da cidade. Uma idéia pra lá de boa, como a maioria das idéias da Multimônica.
terça-feira, 28 de abril de 2009
QUEM SABE ?
Sempre me aguçou a curiosidade saber o porquê do nome das coisas.
Por exemplo: quem mora na rua de cima e sobe a ladeira dos italianos a pé no tempo de frio, vindo da baixada, já reparou que a temperatura vai aumentando à medida que a gente vai subindo para a parte mais alta. O calor atinge seu ponto mais alto sabe aonde? Na rua do fogo. Deve ser por isso que a rua tem esse "apelido".
Nosso amigo Heber Prímola até já nos contou que o povoado do Gravatá tem esse nome, por causa de uma espécie de planta, da familia dos abacaxis que dá flores muito bonitas e que era abundante na região.
Porém alguns nomes da nossa região são indecifráveis, se perderam no tempo ou tem explicações que ainda nos desafiam.
Garanjanga, Quenta-Sol, Pimenta, Quati, Cangaiêro, Dumbá, Mumbaça, Zamparina, Contendas, Barra do S, Dias, Caxambu, Grijó, são nomes que falamos ou ouvimos falar...mas...afinal de contas, qual é a história desses nomes?
Taí um exercício de antropologia, semiologia e curiosologia.
Quem souber, por favor, sacie a curiosidade desse ignorante.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
CONTABILIDADE DESUMANA
Fico imaginando como devem estar se sentindo pessoas como Tatim, Ênio, Toquim, Paulo Andrade, Luciano, Zé de Quincas, Márcio de Muado, grandes experts das técnicas contábeis. Alguns deles, responsáveis pela transmissão dos conhecimentos, outros que abraçaram a profissão e que devem a sua formação primordial ao curso de contabilidade do Colégio Cândido Gomes. Se eu que me formei contador e não segui a carreira fiquei bastante chateado, imagino essas pessoas.
A impressão que se tem é que alguns burocratas sentados em suas salas com ar condicionado, com apenas um click em seus computadores, estão deletando um século de cultura contábil, sacando mais uma das suas idéias geniais, mais um modismo estabelecido à partir de interesses obscuros, como quase tudo que se faz nesse país. Para esses tecnocratas, pessoas são apenas dados estatísticos numa planilha qualquer. É preciso lembrá-los de que existem pessoas de carne, osso e sentimentos na outra ponta. A contabilidade que propõem é desumana.
Por outro lado, não podemos ser presunçosos, julgando as situações à partir de informações insuficientes, mas é que ate agora as explicações dadas não satisfazem. Dizem que foi uma diretiva governamental que pretende acabar com os cursos profissionalizantes nas escolas públicas, para que o ensino estatal se ocupe do básico.
De qualquer maneira, tô achando que nosso pessoal, principalmente os nossos jovens estão aceitando tudo muito passivamente. Tá faltando a gente gritar, apitar, rasgar as roupas, incendiar pneus, fazer greve de fome, espernear,interditar rodovias, explodir alguma coisa, sei lá...fazer alguma coisa para lembrá-los que a gente tem sangue e merece respeito.