segunda-feira, 26 de maio de 2014

RESENHA - FEITO EM CASA é MAIS GOSTOSO

TEMOS TUDO EM CASA

Uma das principais lições que podemos tirar do FEITO EM CASA é que dá pra fazer uma festa linda apenas com artistas locais. E olha que foram  5 apresentações apenas. Eu poderia enumerar pelo menos mais uns 10 artistas muito bons que podem fazer bonito em qualquer lugar.

SINCRONICIDADE

Eu e o Neguinho conversávamos sobre o tanto de dificuldades que tivemos pra fazer o evento. Mas fomos resolvendo um a um, dia após dia. Até que tivemos um problema faltando um dia do evento que nos deixou sem ação. A justiça pediu um laudo  das edificações do parque de exposições e teríamos de conseguir esse laudo através do corpo de bombeiros de Itabira. Se não conseguíssemos, o evento estaria cancelado. Foi uma noite de muita tensão. Mas no outro dia, graças a Deus deu tudo certo e a partir daí, tudo foi se encaixando. 

UMA GUERREIRA

Temos de agradecer a garra da Secretaria de Cultura Luciene, que teve de fazer uma verdadeira operação de guerra pra intervir junto ao corpo de bombeiros em Itabira e conseguir o laudo. Se não fosse a Luciene, o Feito em casa não teria acontecido.

BANDA THE SECRETS

As meninas fizeram uma apresentação corretíssima. Pra mim, tecnicamente foi a melhor apresentação da noite. Tocaram com muita correção, o som estava perfeito, sem ressalvas. Faltou foi um público mais jovem pra prestigiar e interagir com as meninas. Mas também né...a saudade foi a tônica do primeiro Feito em Casa

THULIO SILVEIRA

Thulio foi lá, valentemente apenas com seu violão e voz, e desfilou as canções com as quais vem conquistando prêmios e mais prêmios nos últimos anos. Tocou a música "Além do Verde da Terra", que considero uma homenagem e pra mim, uma ironia, uma vez que hoje moro na selva de pedra, realmente Distante do Verde da Terra, como muitos que estiveram presentes.

GRUPO DE SERESTA

Muito boa mesmo a apresentação do Grupo de Seresta. Vi o povo todo cantando junto canções imortais da música brasileira. Bom demais ouvir o violão do Jorginho, que toca 6 cordas como se fosse 7. A participação do cavaquim do Marcos Flores, com sua harmonia e swing também foram muito legais. Zé Sylvio segurou bem no violão base e emocionou a todos quando tocou sua gaita. Emocionante também o Petinnati cantando com seu vozeirão a la Nelson Gonçalves. 

OS MORCEGOS

Com certeza, o ponto alto da noite. A banda tocou muito bem as canções que fizeram a alegria de uma geração inteira. Eu não sabia se olhava pra banda no palco ou pras caras felizes do público. A alegria foi contagiante. Bacana ver o Humberto tocando baixo com firmeza, Neguinho arrasando com sua guitarra, Frankinho perfeito, Paulo César Rodrigues manejando as baquetas como um menino, Lete cantando muito bem e afinado, tocando batera também. Vidrilho, que tocou sax sem medo, apesar de tanto tempo sem tocar. Ele que foi professor de bateria do Paulo César. Teve ainda a participação da cantora Anna Clara, do Júlio Papa. Inesquecível. Se houvesse um medidor de felicidade, iria explodir, pois a felicidade foi muita.

DAVID de CINDINHA

Desculpem mas eu conheço ele é por esse nome. Ele foi o primeiro guitarrista solo que conheci, cheio dos pedais, efeitos e que cortava o ar com seus improvisos. Legal ele ter tocado com os Morcegos. 

VERDE TERRA

Nossa apresentação foi marcada pela emoção. Tivemos pouquíssimos ensaios e sabíamos que teria de ser na raça. E foi. Somos muito gratos pela generosidade do público, que nos ajudou a cantar nossas músicas, um coral de muitas vozes, quase uma oração conjunta. Difícil foi conter as lágrimas em alguns momentos. Houve erros. Senti que cheguei a desafinar em alguns momentos, mas...tudo relevado, pois a emoção superou a técnica. 

JÚLIO PAPA É O CARA...

Uma honra e uma grande alegria  ter tocado com ele. Júlio talvez seja o maior músico alvinopolense de todos os tempos, dono de um toque refinado, daqueles músicos que faz bem com a música que faz.E tocando trompete, um instrumento que se o tocador não for sensível, soa como taquara rachada. Além do tudo, Júlio é um sujeito de vasta cultura, de um papo agradável, bem humorado e extremamente generoso. Pra mim, musicalmente foi o ponto alto do Feito em Casa. 

CUCA e ÁGUIAS DE OURO

Cuca é uma usina sonora, tem uma energia, uma força fora do normal. Eu havia visto uma apresentação do grupo há alguns meses atrás e senti que o entrosamento entre os músicos evoluiu pra caramba. Cuca e Alessandro estão bem entrosados, harmonizando muito bem. Quem conhece o Cuca, sabe que é perigoso ele segurar 8 horas de show, pelo seu preparo físico e tesão. No caso do Feito em Casa, tocou menos, pois já estava tarde e ele teria de viajar no outro dia cedinho. Mas deu seu recado com a competência de sempre.

O PÚBLICO

Foi um espetáculo à parte. Encontrei-me com pessoas queridas com as quais não conversava a anos. Foi uma noite muito feliz. Só uma pessoa fez um comentário negativo comigo. Falou: -Ah, mas foi um evento de elite, que excluiu a classe mais pobre. Acho pobre é esse tipo de comentário. Todo mundo é gente e merece respeito e felicidade, seja rico, seja pobre, seja classe média. Perdoem-me, mas excludente mesmo foi esse tipo de pensamento. Nem toda festa tem de ser pro povão, pra visar votos. 

ALVINÓPOLIS APOIOU

Em primeiro lugar precisamos agradecer a Ana Therezinha e Jucirlei. Foi em um dos deliciosos encontros literários que eles promovem na selaria, que eu e o Neguinho nos encontramos e começamos a tramar o Feito em Casa. E finalmente, agradecemos a Prefeitura e a Secretaria de Cultura, Bio Extratus, Cia Fabril Mascarenhas, a Banca moda masculina, Supermercado do Jeans, Paulinho Bronca, Site Alvinews, Radio Alvimonte, Rádio Alternativa 1, Hotel São Geraldo, República Literária, Cultural e Poética Jayme Barcelos Vasconcelos, Escritório de Advocacia Flores Moraes, entre outros. 

PERSPECTIVAS FUTURAS

Em julho, teremos um evento muito bacana em Alvinópolis. Pelo que me foi informado pela Secretaria de Cultura, Luciene, a ideia é fazer uma semana inteira de eventos culturais, culminando com o Festival de Música e Festa da Chita, que serão realizados no mesmo final de semana. Uma ideia genial, pois o público de um evento alimentará o outro. Vai ser demais. E nessa semana cultural, oportunidades para os artistas alvinopolenses mostrarem sua qualidade. Até dei uma ideia pra Luciene: que tal chamar o evento de 1º Festival de Inverno de Alvinópolis? Seria uma forma de programar um marketing mais abrangente. Nesse caso, poderia até ser negociada uma parceria com uma faculdade da região, quem sabe UFOP, UFV, etc?

O PREFEITO MILTON

Estive com o prefeito no Parque, com Taioba, Vanderlei e Marcelo Xuxa. Na oportunidade, não poderia deixar de questioná-lo sobre a situação das ruas da cidade, avariadas pelas obras da Copasa. Ele me disse que está aguardando uma verba que pode sair a qualquer momento, para asfaltar a cidade inteira. Vamos acompanhar. Realmente a cidade está linda da porta pra dentro e parece uma praça de guerra. Mas há de se compreender que essa obra da COPASA era esperada a anos e sem ela, nenhum asfalto que se faça resiste muito tempo. Tomara que dê tudo certo e tenhamos uma obra realmente duradoura, pra nos orgulharmos cada vez mais da nossa terrinha. 

VALEU ALVIPA...MUITO OBRIGADO POR TUDO...E AVANTE, POIS LOGO QUE TERMINA UM EVENTO, IMEDIATAMENTE COMEÇA A PRODUÇÃO DO PRÓXIMO...

Já ansioso pelos próximos eventos...pra ver Eric Paulo, Bruno e Cia tocando. Pra ver Vítor e Ícaro ( Estorvo). Quem sabe um show com Anna Clara, com Maycon e Thiago, Gilvan e Ryan, Luluth, Porão 71, Viuvas Negras, entre outros...


sexta-feira, 16 de maio de 2014

FEITO EM CASA É MAIS GOSTOSO

FEITO EM CASA É MAIS GOSTOSO

Tudo feito em casa é mais gostoso, o café, a comidinha, o amor.
A música feita em casa também reflete melhor o sentimento dos seus viventes. suas preferências, suas afinidades. 
Pois esse é o sentido do projeto  FEITO EM CASA:

PRIMEIRA EDIÇÃO EM ALVINÓPOLIS

Vai acontecer em Alvinópolis no dia 24 de maio no parque de exposições, juntando  artistas de diversas gerações da cidade. O evento nasceu de uma conversa entre Neguinho, vocalista e guitarrista da banda setentista OS MORCEGOS com esse que escreve ( MARCOS MARTINO). A ideia inicial era apenas fazermos um show conjunto, mas a ideia foi crescendo e deverá ter convidados de várias gerações de músicos Alvinopolenses. Já confirmados Cuca e sua banda Águia de ouro, também a participação de Julio Papa, considerado um dos maiores músicos de Alvinópolis em todos os tempos, a seresta com José Sylvio e seu regional, além de bandas da nova geração. Presenças também das poetisas Ana Therezinha e Mariângela, do videomaker e multi tudo na cultura, Ronilson Bada. Apoios da Prefeitura de Alvinópolis, através da Secretaria Municipal de Cultura,da Bio Extratus Cosméticos Naturais, Cia Fabril Mascarenhas, A banca, moda masculina, Alvinews, Alvimonte fm e outros que vem chegando para somar conosco.

JULHO FRIO E QUENTE EM ALVINÓPOLIS

O mês de julho em Alvinópolis é gelado e delicioso por causa disso. Baixa uma serração lindíssima e a cidade ganha ares sobrenaturais. Tradicionalmente acontece o Festival de música. Este ano a recém criada Secretaria de Cultura, resolveu juntar tudo, fazendo uma semana cultural recheada de atrações muito legais. Eu até falei com a Luciene, Secretária de Cultura. Seria o primeiro FESTIVAL DE INVERNO em ALVINÓPOLIS.

VERDE TERRA ENSAIANDO DIRETO

Muito bom rever a turma Verde Terrana ainda em forma. Foi que nem andar de bicicleta. A gente senta e sai pedalando. Em breve estaremos gravando CD com as principais músicas do grupo. 

OS MORCEGOS ENSAIANDO HÁ UNS DOIS ANOS

Esses caras adoram tocar juntos desde sempre. Vem ensaiando há uns dois séculos. Os instrumentos já tocam no piloto automático. Diversão garantida com repertório da jovem guarda. 

CUCA e ÁGUIAS DE OURO

Meu amigo Cuca, pai do grande vocalista e compositor do Porão 71, também estará presente no FEITO EM CASA. Cuca é um verdadeiro Cronner. No seu batido, passa em revista toda a MPB, mas de um jeito próprio, com molejo, do jeito que o povo gosta pra dançar e cantar juntos.

ALVIPA É UM CELEIRO DE ARTISTAS

Dava pra fazer um festival de uns 3 dias. Vou citar alguns artistas locais: Márcia Prímola, Gilvan e Ryan, Verde Terra, Porão 71, Viúvas Negras, The Hard Case, Ponto Morto, Fator Alma, Gordo e os Alones, Kalamidade Pública, The Secrets, Tia Piluca, Maycon e Thiago, Os Heltons, 007, Titulares do Ritmo, Pichico, Rafoefeito, Adriano Pena, Luluth, Maria Machado, Agepê, Verde Terra, Thulio Silveira, além dos músicos e cantores.Difícil uma cidade tão pequena com tantos músicos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O BOM SENSO E O CENSO


Há uma coisa curiosa sobre os últimos censos em Alvinópolis: 
as amostragens vem apontando um sensível decréscimo populacional nas últimas décadas. 


Um amigo questiona: - Mas como a população pode estar caindo, se a cidade tem crescido tanto?

Olhando de forma superficial ele parece ter razão.

As construções vem avançando em áreas antes desabitadas e pelo menos fisicamente, parece que a cidade cresceu.

Mas e a população?

O que explica esse decréscimo apontado em seguidos censos?

Temos de admitir que somos leigos no assunto e que nossas observações são feitas a partir do senso comum.

Então, seria bom ouvirmos opiniões de pessoas da área.

O meu amigo Bráulio, filho do Jadir talvez nos explique isso melhor.

Num primeiro momento podemos levantar algumas hipóteses.

A taxa de natalidade vem caindo.

Enquanto no passado as famílias eram numerosas, com até 7 filhos, hoje os casais tem tido no máximo 3 filhos. Quer dizer, em uma casa em que costumavam morar 10 pessoas, hoje moram 5.

Outro fator é que os jovens mudam-se para estudar/trabalhar e geralmente não retornam.

A cidade não tem abundância de empregos de modo a garantir a qualidade de vida para alguns cidadãos que almejam mais para suas vidas.

Mas são apenas opiniões sem lastro científico, só chutes mesmo.

Tem um fator que nos leva a crer que não tivemos mesmo crescimento significativo: nosso cemitério é o mesmo há um século, sem ampliação relevante e sem que outro fosse construído.

Mas por que a nossa população diminuiu?

Ao contrário de algumas cidades vizinhas, Alvinópolis não foi vocacionada para a mineração, nem teve um boom econômico capaz de gerar uma grande afluência populacional.

No passado colonial, abastecíamos as cidades da região com nossa produção agropecuária e se pensarmos bem, continua sendo assim.Embora tenhamos uma indústria têxtil e outra de cosméticos, a atividade agrícola continua sendo a nossa maior geradora de riquezas.

Essa sensação de retração ou estagnação econômica, por um lado reflete em baixa estima de alguns, ao ver cidades como São Gonçalo, Nova Era, João Monlevade, Santa Bárbara e Barão de cocais crescendo, enquanto nossa cidade parece regredir.

Por outro lado, as cidades citadas tiveram seu crescimento atrelado à exploração mineral, primeiro o ouro, depois o minério.

E quando o minério acabar?

Há relatos de locais que se tornaram cidades fantasma por causa do final de algum ciclo econômico.

Santa Bárbara teve uma experiência nesse sentido. Quando o ouro escasseou na região, por volta do século XVIII, a cidade ficou abandonada.

Existem muitos boatos sobre a existência de Minério em Fonseca, mas não sabemos se tratar de boato ou realidade. Se for confirmado, poderá atrair muito desenvolvimento para aquela região.

Enquanto isso não acontece, Alvinópolis continuará com sua produção amparada na agropecuária, que vem de fontes renováveis e sustentáveis.

Pra finalizar o artigo, vou deixar uma reflexão:  para que crescer?

Para aumentar a criminalidade?
Para gerar congestionamentos, poluição, stress, crescimento desordenado, miséria e outras mazelas?

Talvez seja melhor que fique do jeito que está mesmo.

Podiam pelo menos dar uma ajeitadinha, deixar as ruas limpinhas, as praças bem cuidadas e muito verde em torno.

Mas...crescimento demais poderia representar a demolição do nosso cantinho do céu.

domingo, 23 de dezembro de 2012

GAME OVER

Que venha o próximo ciclo...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O FESTIVAL 2012 FOI MUITO BOM, APESAR DAS DIFICULDADES

Fiquei muito feliz com os resultados. Com todas as dificuldades, o Festival aconteceu e repetiu a qualidade de sempre. Agradecemos aos participantes que prestigiaram. Isso prova que o Festival tem nome, apesar do prêmio pequeno. Gostei muito da música vencedora. Até parabenizo o corpo de jurados, pois apesar de ser lindíssima, é uma música difícil, de harmonia até mezzo profana, se considerarmos o cancioneiro brasileiro, feito de melodias e letras simples. Marinho San é um mestre e vem nos prestigiando há alguns anos. Nico, que ganhou o segundo lugar, veio no ano passado, encantou e encantou-se com a cidade. Retornou e faturou o segundo lugar, com justiça, mas poderia até ter vencido também que o prêmio ficaria em boas mãos. O terceiro lugar, também é um sujeito que está sempre vindo a Alvinópolis, um violeiro da melhor estirpe, o meu amigo Diorgem Jr. A melhor letra ficou com outro grande nome, que esteve no ano passado com a lindíssima Manifesto H20, o papa-festivais Walter Dias. E a melhor interpretação ficou para a banda local HARD CASE, que realmente tem uma qualidade de cair o queixo. Outros artistas merecem referência, mas estou falando à partir da audição da pré-seleção, já que não estive presente no festival em si. Mas como eu disse, valeu pra caramba. Já chegaram comentários de que no ano que vem vai ter um super-festival, que não será apenas um "showzim no Nicks". Eu pelo menos ficarei muito feliz se isso acontecer. Baterei palmas e soltarei foguetes. O que importa é que aconteça e com muito brilho. O ultimo festival num governo do PMDB foi excelente, realizado na praça São Sebastião, tendo à frente da organização Mariãngela Repolês, minha mestra, a quem devo muito e jamais pagarei(rs). Se for ela na organização, com certeza será um Festival muito bacana. Se vierem shows grandes, se tiver mais investimento, melhor ainda. Esse ano, penso que tivemos o ato de grandeza de nos esforçar, com pouca verba, estrutura pequena, para não deixar que a peteca caísse, para não deixar principalmente os artistas jovens sem um evento tão esperado pela comunidade artística. O Festival, mesmo pequeno foi bacana e quem se envolveu, gostou. Quanto às provocaçõezinhas e perseguições pontuais,  essas já não me afetam em nada. Fazem parte e nunca deixarão de existir. E que venha o 33º Festival. E viva Alvinópolis!!!

SAUDENSES AMIGOS DE ALVINÓPOLIS

Graças a Deus, ficou pra trás aqueles tempos de rivalidade entre Dom Silvério e Alvinópolis e isso se deve a alguns acontecimentos recentes e à própria evolução das sociedades. Mas dois acontecimentos recentes ajudam a sedimentar ainda mais o caminho para uma integração maior e para uma mútua admiração. Eu sempre gostei muito de Dom Silvério, cidade que considero muito bonita, rica culturalmente e que fica perto, muito perto de Alvinópolis. Mas como eu dizia, dois acontecimentos relativamente recentes fizeram com que o relacionamento inter-cidades ficasse ainda mais sólido. O primeiro acontecimento foi a instalação da Bio Extratus em Alvinópolis. A vinda da Fábrica para Alvinópolis, o crescimento da empresa em solo Alvinopolense e sua reconhecida importância para a economia local, fizeram a diferença e praticamente inseriram Alvinópolis no mapa do país ( há alguns anos atrás, o Festival de Música fazia isso). E mais presentemente, tive a oportunidade de conhecer José Maria Repolês e Ana Maria Cotta, sua esposa. José Maria, prefeito de Dom Silvério e sua esposa, são apaixonados por Alvinópolis e estão sempre na cidade. A filha deles é casada com o Thiago, filho da Vera e do Lindouro da BioExtratus. Mas independente disso, sempre participam dos eventos culturais, estão sempre presentes, assim como fizeram uma administração sensacional em Dom Silvério. Quem visita a cidade vizinha tem uma excelente impressão. Ruas sempre limpinhas, tudo organizado e uma gestão exemplar. E para demonstrar que a boa relação com a cidade não fica apenas na simpatia, José Maria, que é hoje também presidente da AMEPI, destinou verba da prestigiosa Associação dos Municípios do Médio Piracicaba para o Festival de Alvinópolis, reconhecendo a importância do nosso festival como importante evento vitrine para os artistas de toda a região. A contribuição da AMEPI, ajudou e muito para que o Festival deste ano fosse realizado e em nome da cidade, agradeço a AMEPI, ao José Maria e a Ana Maria. E só pra terminar esse post, fico curioso de saber o que o José Maria vai fazer agora, já que elegeu seu sucessor e não mais estará na AMEPI. É obvio que continuará "politicando". Espero que continue levantando uma das bandeiras que hasteou na AMEPI, da duplicação da BR 381. Pelo que percebo, pela guerra de informações no ar, ainda tem muita agua pra passar debaixo dessas pontes... 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

OS FESTIVAIS, O JURI E O PÚBLICO.

Hoje me dei conta de uma coisa. Dos 32 Festivais da Música em Alvinópolis realizados até hoje, não estive presente em apenas dois. O primeiro e o deste ano. É obvio que estou chateado de não estar em Alvinópolis neste evento que pra mim é mais importante que qualquer Rock In Rio, copa do mundo ou o que for, mas é que já tinha realmente um compromisso inadiável: aniversário da minha filha, Rísia. De qualquer maneira, ajudei como pude nos últimos meses. Já falei e volto a repetir: festival pra mim é como se fosse universidade, faculdade, uma escola que ajuda a lapidar os trabalhos musicais e literários. Os artistas se apresentam com dois focos distintos: o corpo de jurados e o público. Não é fácil agradar ao juri. Ali sempre estão pessoas do meio musical, literário, professores de português, produtores, artistas, jornalistas, poetas, pessoas que tem vivência e preparo intelectual. Agradar o público também não é fácil. Arrancar aplausos, emocionar, criar identificação não é tarefa fácil. E ainda tem outra questão. Muitas vezes o artista agrada ao público, mas não agrada o juri. A platéia muitas vezes se revolta sem saber qual foi a minúcia vista pelo juri, que o público não enxergou, por não ter as letras nas mãos, as vezes por não ter conhecimento técnico. O contrário também acontece. Muitas vezes o artista agrada o juri, mas não emociona o público. Agora, quando o artista consegue as duas coisas é o máximo. Já vi isso acontecer algumas vezes. Tem artistas de tamanha capacidade interpretativa, que fazem com que uma música nem tão boa assim cresça, se faça gigante. Só sei de uma coisa. O Festival é um evento muito bom pros artistas, principalmente pros compositores, tão sem espaço pela preferência do público e até dos donos dos bares pelos covers. Mas sinceramente? Mais do que nunca, tá precisando haver uma renovação de conteúdos. Precisamos de músicas novas, capazes de espelhar nosso tempo, letras que vão além das temáticas pobres veiculadas pelas nossas mídias.