terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O KICHUTE DE CARNAVAL

Década de 70. Éramos crianças em Alvinópolis quando foi lançado o Kichute. Foi uma febre. Eu adorava jogar bola e o kichute era uma mistura de tênis com chuteira. A sedução pra meninada foi uma coisa de louco. Eu já começava a ver os primeiros colegas com os cadarços amarrados pelas pernas acimas. E não é que pai apareceu lá em casa com dois kichutes? Eu não acreditei. Acho que dificilmente um calçado que eu tiver na vida vai suplantar o impacto que foi calçar um kishute. E coincidentemente ganhei o danado na época de carnaval. Foi aí que descobri mais uma grande utilidade pro tênichuteira rústico e  chulezento. Era ótimo para participar dos carnavais da meninada. Sempre tinha aqueles avacalhadores que entravam no salão e encontravam um jeito de te dar um bicão. A vingança com o bico do kichute era maligna...


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

TÁ FALTANDO CORAÇÃO


A gente fica reclamando que as festas estão acabando, mas o que tá faltando é coração. Tá faltando pessoas apaixonadas, que se unem por ideais comuns. Nos antigos carnaval, tinha Tuôla e Aloísio. Eles movimentavam os clubes e o carnaval de rua. E tinha Zé Luiz e Bastião de Olga. Tinha o BAG onde todos tocavam com o coração. 
Os melhores festivais, tiveram João Carlos de Souza Carvalho na prefeitura. Ele tinha o festival no coração. Fazia com um amor abnegado. Quem falou que prefeitura não faz cultura? Basta que haja alguém com coração. Nas boas exposições agropecuárias havia grande entusiasmo por parte dos produtores, havia competição e... coração. As primeiras Festas da Chita foram estupendas. Sabem por que? Por que havia coração. Havia, me desculpem, tesão. As coisas eram feitas com tanto carinho que encantavam a todos. Meu amigo Dindão de Rio Piracicaba sempre falou isso: as coisas pra irem pra frente precisam de coração. E ele também era um dos mais entusiasmados com a festa da chita. Ele dizia: Alvinópolis finalmente criou uma festa que vai ser tipo a festa do vinho em Catas Altas. Vai virar referência. Mas parece que tiraram os corações. Lembro-me das antigas cavalgadas também. Aqueles cavaleiros saiam pela cidade num entusiasmo enorme. Alguns moradores não gostavam. Achavam que os animais sujavam a cidade. Mas quem amava colocava coração. Esses eventos todos foram desaparecendo por que faltou coração. Por parte das lideranças e também por parte do povo, que aceita passivamente a decadência e extinção das tradições.Ainda bem que a turma do congado continua com o coração centenário em dia. Por isso quero conclamar os Alvinolenses. Precisamos restaurar o coração da cidade. Quem topa?




segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

NEM TODA CRÍTICA É DEMAGÓGICA

DEFINIÇÃO DE DEMAGOGIA. 

Demagogia é um termo de origem grega que significa "arte ou poder de conduzir o povo". É uma forma de atuação política na qual existe um claro interesse em manipular ou agradar a massa popular, incluindo promessas que muito provavelmente não serão realizadas, visando apenas a conquista do poder político.

CRISE ECONÔMICA TERRÍVEL

Não dá pra desprezar a atual situação que só se agrava com as chuvas desse ano. Imagino que o pessoal da prefeitura passe um aperto danado. Além de todos os problemas pra pagar funcionalismo e fornecedores, vem as emergências e o dinheiro do estado quase nunca chega. Simplesmente não dá pra contar com o estado. 

O COBERTOR É CURTO

Com tantas prioridades, não deve sobrar pra quase nada. Pelo contrário. Deve é faltar. E qualquer crítica ou reclamação é interpretada como demagógica. 

MAS O PARQUE DE EXPOSIÇÕES ESTÁ DESTRUÍDO MESMO

Devido às várias denuncias de depredação do parque de exposições, busquei informações e contei um pouco da história da criação do parque entrevistando o ex prefeito Marcinho, que era o prefeito da época da construção e inauguração. A intenção foi contextualizar. Tudo bem. Pode-se alegar que a destruição maior foi em decorrência de uma tempestade que realmente causou grande prejuízo. Mas não foi só isso. Foram várias mudanças no projeto original, utilização do parque para outros fins, falta de cuidado, depredação. até utilização como depósito de lixo. Acusar de demagogos os que trazem a situação às claras não ajuda muito.Segundo informações extra-oficiais, a reconstrução do parque demanda um bom dinheiro que a prefeitura hoje não tem. Mas existem medidas paliativas possíveis. É o mínimo que se espera. Quem sabe a utilização da parte do parque não afetada para eventos? Criar alternativas pra ir levantando dinheiro aos poucos? Criar projetos, buscar emendas? Aposto que a comunidade ajuda se for convocada.

FIM DA EXPOSIÇÃO, FESTA DA CHITA, FESTIVAL e CARNAVAL ?

Em épocas de crise, a primeira área cortada é da cultura. E as pessoas não reclamam, pois também acham justo priorizar o que é essencial. Mas acabar com quase todas as manifestações artísticas? Não tentar pelo menos chamar o pessoal pra conversar, dialogar com a classe artística, quem sabe fazer menor pra não deixar morrer? Dia desses uma pessoa,defendendo o governo, me disse que nosso carnaval morreu, que ninguém quer saber, que o comércio não ajuda, que o povo só quer saber do carnaval de BH, que não temos tradição, que a prefeitura ainda tá pagando pelo carnaval passado e que definitivamente não vale à pena. 

TEM GENTE QUE AMA A CIDADE ACIMA DA POLÍTICA


Mas infelizmente, nem todo mundo compreende isso. Se a pessoa só olhar o mundo com as lentes da politicagem, vai enxergar má intenção onde não existe. 

SE A TURMA QUE AMA ALVINÓPOLIS NÃO SE UNIR, SABEM O QUE VAI ACONTECER?

Alvipa vai se tornar uma cidade dormitório. As pessoas continuarão indo pra visitar os parentes, as vezes darão uma passada no Ninho da águia ou outro boteco pra tomar uma gelada e colocar a fofoca em dia. Depois vão pra casa ver tv ou navegar nos modernos smartphones. Nosso ponto máximo será o cemitério de bambu, nosso dormitório pra vida eterna...

sábado, 22 de dezembro de 2018

SOLIDARIEDADE EM ALTA

Há quem diga que solidariedade deve ser praticada, mas não divulgada. Eu já penso o contrário. Precisa ser divulgada sim, até para que sirva de exemplo e outros cidadãos possam ter mais espírito colaborativo e trabalhar pela comunidade em que estão inseridos. Espírito como do meu amigo Luciano, que todo ano veste-se de papai noel e alegra o natal de alguma creche ou escola. 
Elmo esteve na ACODIF levando cadeiras de rodas e outros
donativos, em nome do Deputado Gustavo Santana.
Espírito também como do Elmo Bastos, que esteve na ACODIF em Fonseca, em nome do Deputado Gustavo Santana, para entregar 4 cadeiras de roda e diversas lâmpadas econômicas especiais para serem distribuídas junto à população carente. São gestos que vem se somar a de tantos, como Ester Sanches, outra benfeitora que tá sempre ajudando as pessoas e todos que ainda estão ajudando na reforma da creche de Fonseca (uma linda história de esforço comunitário), bem como todos os papais noeis que  que levam presentes, donativos e principalmente alegria para as crianças, para os deficientes, para os idosos, para os que precisam. E faço votos para que em 2019 a solidariedade extrapole o natal e que possamos realizar muita coisa boa juntos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

COMENTANDO A ENTREVISTA DO MARCINHO - SOBRE A RÁDIO ALVIMONTE


SOBRE VOLTAR A FUNCIONAR, NÃO É TÃO SIMPLES...


A última fala do Marcinho foi clara e objetiva: a rádio precisa de um aporte de 20 mil reais no mínimo para voltar a funcionar. Além disso, vai ter de gerar receita suficiente para pagar as despesas com manutenção e com o corpo funcional. Como vender sem estar no ar oficialmente e com todas as limitações de uma rádio comunitária? É um belo desafio! 


A RÁDIO VAI PRECISAR DE COLABORADORES


Já me coloco desde já à disposição dentro da minha área de conhecimento. Mas o que precisa mesmo nesse momento é dinheiro. A mudança da sede da rádio vai gerar uma despesas considerável e por isso é que Marcinho abriu essa situação na entrevista anterior e disponibilizou uma conta para aqueles que desejarem dar a sua valiosa contribuição. Podem depositar em favor da Associação Comunitária Alvinopolense para o Desenvolvimento Artístico e Cultural no Banco do Brasil – Agência: 1429 X – Conta: 5014-8.


ALVIMONTE VAI SAIR DO MONTE


Esse é um ponto importante. A Rádio tem esse nome por que estava localizada no Bairro do Monte. Será que deve continuar com o mesmo nome? Faz sentido chamar-se Alvimonte se não está mais no monte? Ou o povo já está acostumado e é melhor deixar desse jeito? Cabe uma enquete mais à frente.


 VAMOS FAZER NOSSAS PARTES


Imagino a ansiedade do Sidney, do Mauro, do Marcinho, do Magela, que passaram esse tempo todo esperando a volta da rádio. De outros também que gostam de rádio e gostariam de colaborar. Se Deus quiser vai voltar melhor. Mas nada virá de mão beijada. Vai precisar do esforço de todos. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

RÁDIO ALVIMONTE - uma entrevista esclarecedora


ENTREVISTA COM Márcio Alves de Carvalho, o Marcinho Ele é o presidente da Associação Comunitária Alvinópolense para o  Desenvolvimento Artístico e Cultural - que foi fundada no do dia 8 de maio de 1998, com a finalidade de criar em Alvinópolis uma estação de radiodifusão comunitária. É ele quem atende oficialmente pela rádio. Mas vamos à entrevista:


Marcos Martino - Marcinho, há pouco tempo noticiamos com muita alegria que a rádio alvimonte já está apta a voltar a funcionar de forma provisória, só aguardando a outorga. Essa notícia procede?

Marcinho, presidente da Associação
que administra a rádio
Marcinho - Técnicamente a rádio está apta para funcionar no mesmo local onde já funcionou, mas como temos de mudar o seu estúdio para outro endereço mais  distante do sistema irradiante, torna-se necessário fazer algumas alterações de natureza técnica, ou seja, precisamos adquirir um link e acessórios  para transmissão de sinal de radiodifusão, interligando o estúdio e estação transmissora o que não fica barato. Necessitamos ainda contratar uma empresa de engenharia especializada para a elaboração do projeto e dos laudos técnicos exigidos pela legislação, providencias que já estão sendo tomadas. Agora, legalmente a rádio só poderá funcionar após a liberação da licença provisória ou após a publicação do Decreto  Legislativo de autorização de outorga que já se encontra em fase final de tramitação na Câmara dos Deputados, uma ou outra situação deverá ocorrer em janeiro ou meados de fevereiro próximos.

Alvimonte vai sair do monte.
Marcos Martino - Mas nos chegou também a informação de que a Rádio Alvimonte não poderá mais funcionar no antigo local pois as irmãs vão precisar do espaço onde a rádio funcionava. Já existe algum encaminhamento?

Marcinho - Esta informação realmente procede, vamos sair do antigo espaço que outrora, gentilmente, nos foi cedido pela Beneficência Popular para o funcionamento da emissora onde permanecemos por mais de 10 anos, mas como agora a entidade está precisando do prédio para desenvolver outros projetos, nada mais justo sairmos para que os mesmos sejam realizados. Caro Marcos, quero aproveitar a oportunidade para fazer um agradecimento a toda direção da Beneficência Popular, especialmente à querida irmã Helena, que movida pelo seu espírito comunitário e visão da importância que significa para a comunidade de Alvinópolis ter um veículo local de comunicação, prontamente nos ofertou o espaço para o seu funcionamento quando da sua fundação.

Marcos Martino - Novos tempos exigem novas atitudes administrativas e de marketing. A rádio vai ter de arrecadar pra se pagar e talvez isso exija um novo modelo de negócios. Vc como gestor vem pensando sobre isso?

Marcinho - Penso diuturnamente, como gestor, o quanto é difícil dirigir uma entidade comunitária sem fins lucrativos que tem que sobreviver de doações e do voluntariado. Nós estamos falando de rádio comunitária, diferentemente dos modelos de negócio a que você se refere que são próprios de rádio comercial. Rádio comunitária não quer dizer somente que ela é feita para a comunidade, mas, acima de tudo que é um trabalho feito pela comunidade e é disto que temos de tratar, conscientizando os Alvinopolenses da importância da existência deste veículo de comunicação comunitária em nosso município cobrando de todos uma maior participação.

Marcos Martino - Na questão do marketing, não acha que o momento é de aproveitar e propor coisas novas? Uma atualização da logomarca, novos programas, interação via internet, dar créditos a quem merece, mas também atrair talentos e caras novas?

Marcinho - Claro que a rádio vai voltar com cara nova e para isso vamos precisar muito de contar com você e seu talento.

Marcos Martino - Imagino que pode ser criado um cenário colaborativo. Muita gente boa toparia colaborar de forma voluntária, por amar Alvinópolis e gostar do veículo. Vai existir abertura pra isso? Um banco de talentos?

Marcinho - Sim. A rádio sempre esteve aberta a todos mas poucos se apresentaram como voluntários ao longo do tempo em que ela funcionou, voltando agora espero que apareça os voluntários e os talentos, pois as portas vão estar sempre abertas para todos.

Marcos Martino - Para voltar ao ar a Rádio terá de atualizar um bocado de coisas, principalmente o playlist de músicas, alguma coisa na plástica sonora. Vcs estão pensando nisso?

Marcinho - Quanto a isso, todas as providencias já estão sendo tomadas.                                              
Marcos Martino - Quando vc calcula que a rádio estará no ar?

Marcinho - Como já disse, anteriormente, a nossa expectativa é que em janeiro ou meados de fevereiro próximos a rádio voltará a funcionar, já estamos, inclusive, com o novo local para o montagem dos estúdios praticamente definidos. Marcos, sei que já é do seu conhecimento, mas não poderia deixar de falar aqui para o conhecimento de todos, que foram 3 anos de uma árdua luta para conseguirmos a renovação da licença de funcionamento da rádio que está muito próximo de acontecer e nesta empreitada tivemos a participação ativa do ilustre conterrâneo José Santana que nunca faltou com os interesses de nossa terra. Fez toda gestão junto ao Ministério das comunicações, Casa Civil da Presidência da República e Câmara dos Deputados com a participação dos Deputados Federais Fábio Ramalho e Aelton Freitas, visando dar celeridade no andamento do processo nas respectivas casas. Certamente que sem a sua gestão não estaríamos, hoje, comemorando esta grande vitória que é vitória de todos os Alvinopolenses, portanto, o nosso muito obrigado e um abraço fraterno a todos.

EM TEMPO: Precisamos de um aporte financeiro da ordem de aproximadamente R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para saldar as despesas advindas das modificações técnicas necessárias à instalação  da emissora em novo endereço. Àqueles que desejarem dar a sua valiosa contribuição fineza depositá-la em favor da Associação Comunitária Alvinopolense para o Desenvolvimento Artístico e Cultural no Banco do Brasil – Agência: 1429 X – Conta: 5014-8.  

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A POLÊMICA DA CRECHE VERDE


Algumas pessoas contestaram o fato da creche ter sido pintada de verde, cores oficiais da prefeitura, uma vez que a obra foi realizada graças à comunidade e aos doadores. Conversando com a Coordenadora Janira, ela me explicou que não houve nenhuma imposição na questão da cor da creche. Foi utilizada a cor verde para ser coerente com o padrão das escolas municipais. É normal a padronização. Se observarmos, todas as igrejas do município vem sendo pintadas de azul e branco, o que eu como cruzeirense aprovo. Mas no caso da rivalidade de Fonseca: a creche era azul e branco (1º de maio) e agora pintaram de verde (Los Hermanos). Brincadeiras à parte, o importante é que a creche tá linda, as crianças terão um local digno para brincar e aprender, os professores e funcionários trabalharão felizes, o envolvimento do pessoal, as doações, tudo foi muito positivo, graças a Deus. Também não deve ser desconsiderado que a prefeitura embora não tenha participado ativamente da reforma recente, participa do custeio e é provavelmente a principal mantenedora, além de estar a creche subordinada a secretaria de educação. Mas que tal tentar ficar com o lado bom da história ... e projetar as próximas conquistas?