segunda-feira, 29 de outubro de 2012

CAUSOS PITORESTOS DOS FESTIVAIS E ALGO MAIS...



CANTORES DISFARÇADOS

Dois cantores de Alvinópolis, em um certo ano, inscreveram-se com pseudônimos e chegaram para se apresentar disfarçados. Eles achavam que ser de fora dava ibope.

O NOME MAIS ENGRAÇADO

Uma vez teve um cara que se inscreveu com o nome artístico “Tchau com as duas mãos”

CIGARRINHOS PROIBÍDOS.

Teve um festival que um grupo de BH chegou e tinha chances até de ganhar o festival. Só que deram uma azar incrível. Estavam procurando um lugar sossegado para acender seus cigarros especiais. De repente viram um lugar maneiro: o adro da matriz de Nossa Senhora do Rosário.
Eles não imaginavam que estavam fumando seus cigarros proibidos na porta da delegacia. Ali mesmo foram autuados e tiveram algumas dores de cabeça com aquele delito  muitos anos.

MISTURA EXPLOSIVA

Teve uma vez em que o Verde Terra foi apresentar-se em Caratinga. Lá chegando, fomos até uma rádio local para conhecer e falar sobre o festival.O Ricardão levava consigo um cantil. Aquele cantil era um verdadeiro misturador de venenos. Qualquer bebida alcoolica cabia ali dentro. Devia ter uma mistura de conhaque, com vodka, com wisck, com gim, um coquetel pra bebum nenhum botar defeito. Naquele dia, fazia um sol de uns 39 graus e estávamos lá, na porta da rádio aguardando o cara que iria nos entrevistar. Ricardão colocou seu cantil em cima do murinho da rádio. O cantil ficou no sol. De repente, o cantil explodiu, a tampa foi parar longe. A reação em cadeia foi sinistra..

O INCRÍVEL ACONTECEU

Uma cena insólita aconteceu, não me lembro exatamente onde. Estávamos num hotel, não me lembro de qual cidade. Aguardávamos a hora de irmos nos apresentar. Havia no quarto um guarda roupas e uma televisão por cima, que assistíamos. De repente, o jovelino, que estava deitado num colchão no chão começou a falar: ó, ó, ó...óhhhh. O guarda-roupa caiu com televisão e tudo. O Guarda roupas espatifou-se no chão e a televisão caiu no colo do Jovelino, que a segurou com uma habilidade incrível.

BANQUETE VERDE

Num hotel em Itabira, chegamos em casa as 4 da manhã e estávamos com uma fome danada e não havia nada aberto, nem um biscoito pra comer. De repente Jésus Bereco entra no quarto com vários pés de alface nas mãos. Foi o jeito. No quintal do hotel tinha uma biquinha, pegamos agua e foi o banquete daquela noite.

O DIA DA HERÓINA

Teve um festival num festival que estávamos num bar, próximo ao ginásio. Uma garota local chegou e ficou puxando papo com a gente. Um amigo nosso andava mascando umas sementes de guaraná, que havia comprado no mercado central em Belo Horizonte. Ia mascando aquilo e olhando pra menina. De repente ela se aproximou e perguntou:  - Escuta aqui: que negócio é esse que você está mascando aí? Isso dá barato? – Se dá barato? Isso é heroína, minha filha. Quem masca fica doidão por 7 dias. – Uai, então me dâ um negócio desses aí. – Tá na mão. Só ir roendo...- Valeu. E ela saiu com ele pra dar um rolé e depois que retornaram, sei que essa menina ficou com quase todos os caras que viu pela frente, até alguns do Verde Terra. Heroína mesmo, viu!

O DORMINHOCO

Tinha um componente do Verde Terra que era muito dorminhoco.  O cúmulo foi quando ele dormiu no palco, antes de uma apresentação. É que chegamos ao palco, mas deu um problema no som e os técnicos tiveram alguns problemas pra repará-lo. Enquanto isso, ficamos aguardando. Quando chegou a hora e o apresentador anunciou, era esse dorminhoco que teria de iniciar a música. Mas ele não começava de jeito nenhum. O palco tava meio esfumaçado e só depois de algum tempo vi que ele estava dormindo em cima do violão. Tive de dar um pequeno solavando nele, que começou a música até mais acelerada.

HOMEM CEMIG

No primeiro festival de que participei, o colega Carlinho Gipão fez um comentário interessante. Eu participava com um samba chamado ‘Venha’, tocada pelos Heltons e cantada pelo Jorge de Nego. Só que o Carlinhos começou a me chamar de Homem Cemig,  pois no final da música havia a repetição da frase: você é a energia necessária pra viver.  Não é que dá um belo slogan mesmo?

AMOR PELAS LATINHAS

Teve ano que teve prêmio de caixas de cerveja, que concorrente dormiu abraçado com suas latinhas.

MÚSICAS CENSURADAS

Nos primeiros festivais, algumas letras foram censuradas, por ter conteúdos contra o regime militar.

FESTIVAIS NA PISCINA ( HOJE APAE)

Os festivais, quando realizados onde é hoje a APAE, tiveram como fatos marcantes o frio imenso e a neblina . O palco era alto, construído pela própria prefeitura, feito de madeira. Algumas pessoas recorriam as fogueiras, mas a moda naquele ano foram blusas de cobertor são Vicente, quando não os próprios sobre os ombros. Num desses festivais, em meio à fumaça, apresentou-se um dos vencedores com imagem mais forte: MARCO HOLANDA com seu CAMINHEIRO SOLITÁRIO. 

OS FESTIVAIS NO COLÉGIO

Os festivais no colégio foram excelentes. O público fica aglutinado, fica junto, sentado nas cadeiras disponíveis. As pessoas são direcionadas a assistir as apresentações.  

FESTIVAIS NO PARQUE DE EXPOSIÇÕES

Os Festivais no Parque de Exposições acabam tendo um público muito disperso. O povo fica bebendo nos bares, muito espalhado e a atenção fica dispersa. Poucos levam o festival na memória.

FESTIVAIS NA PRAÇA

Os Festivais na praça, também tem essa característica. A praça é muito grande e oferece outras opções de diversão, principalmente a cerveja gelada com tira-gosto, muita gente bonita circulando, boa conversa, ótimo astral.

FESTIVAIS NO NICKS

No Nicks rola muito calor humano, muita interação, contato muito próximo dos artistas com o público, O problema é que se for um pouquinho a mais de gente, fica desconfortável.

FESTIVAIS NO ALVINOPOLENSE

Já até foram feitos no Alvinopolense,  mas não tiveram boa aceitação. No Alvinopolense pesa a acústica muito ruim, prejudicando as apresentações. A não ser que haja muito som e o conhecimento do técnico antes sobre o ambiente. 

OUTROS ESPAÇOS

O Industrial é um clube do tamanho adequado, tem acústica melhor. Só não conseguimos fazer por falta de laudo do corpo de bombeiros e também pela opção da diretoria por projetos mais populares, com o forró que já é feito com sucesso. O Bar do Edmar na Rua de Cima também é outro espaço interessante, embora muitos da cidade considerem longe. 

O FUTURO

Para este ano, o festival está saindo no peito e na raça. O poder público parece que resolveu ficar fora, mas o festival vai acontecer assim mesmo. No novo grupo político que vai assumir tem ótimas pessoas acostumadas a lidar com cultura, que tem excelentes ideias e muita disposição para trabalhar. Nos últimos anos do Governo Milton, a Mariângela já cuidava da área com muito sucesso. Cada um, em épocas distintas, teve seu papel para que o festival avançasse até chegar a 2012. Eu já disse antes, mas repito: o festival cresce, diminui, estica de novo e novamente aumenta de tamanho. Pra mim, nenhum  foi maior ou menor. Todos tem sua importância. Tomara que a próxima administração invista no festival e retorne a sua organização para julho.  

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