Desde os primeiros anos, a prerrogativa de se fazer o festival coube ao poder público municipal por uma razão muito simples: sem o patrocínio majoritário da prefeitura é quase impossível fazer um festival maior, com melhores prêmios e estrutura. No entanto, se os prefeitos e seus assessores resolvem que não vale à pena investir, a comunidade cultural faz assim mesmo. É o que está acontecendo em 2012. Vai ser pequeno, mas aconchegante e terá qualidade, como sempre. E terá o mais importante, que é a participação dos artistas da cidade, que são muitos. Hoje uma pessoa me falou: - Marcos Martino, você é um bobo mesmo. Fica se esforçando junto com o Alessandro para que o festival aconteça, mesmo pobre, mesmo sem dinheiro! Ora bolas. Tem pessoas no mundo que tem atitude de grandeza, de pensar além do momento presente, de pensar nos compositores, nos artistas novos, que não tem espaços para se apresentar. Essa mesma pessoa que me chamou de bobo, também me provocou dizendo que no ano que vem o novo governo vai fazer um super-festival, que vai investir dinheiro, trazer show nacional na praça e que não vão me chamar pra nada. Em primeiro lugar, não posso reclamar. Em festival realizado pela turma do 15, fui até homenageado, tendo uma das maiores emoções da minha vida, quando o grupo vocal Elo de João Monlevade cantou a música Do Outro Lado do Espelho. E um dos festivais que fizemos com maior sucesso de público, também foi o realizado em parceria com a prefeitura em 2006, se não me engano...ou 2002. Lembro que era época de copa do mundo. Foram 10 dias de festa na Praça, com grande participação popular. E Puxa vida! Se o pessoal resolver realmente investir, soltarei é alguns foguetes. Tudo que eu quero é que esse festival permaneça aberto, em plena atividade, pois pra mim é uma universidade da música. Já falei isso diversas vezes e repito. Se acontecer, ficaremos muito felizes mesmo. Isso significará que nosso esforço valeu à pena. Tomara mesmo, pois bons nomes do lado do Milton é que não faltam. Tem a Mariângela, minha grande incentivadora, que fez excelentes festivais. Tem a Ana Therezinha, tem o Marcelo Xuxa, enfim, uma turma muito boa, com legitimidade pra trabalhar a cultura e que não vão deixar a peteca cair, muito pelo contrário, vai querer mostrar que sabe como fazer e que valoriza o Festival, que não é da prefeitura, mas de todos. Mas por enquanto, vamos nos ater ao Festival 2012, que vai acontecer daqui há 11 dias apenas. E bom festival pra todos...
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
FESTIVAL - NÃO PODE É FICAR SEM FAZER
Não é teoria da conspiração, mas sim o pensamento de alguém que sempre esteve envolvido com o festival, de uma forma ou de outra. Desde muitos anos, existem várias pessoas doidas pra acabar com o festival, cada um com seus motivos. Há alguns anos, o argumento era de que só atraia malandros e drogados para a cidade. Depois, passaram a dizer que festa mesmo era cavalgada e exposição agropecuária. E da-lhe argumento de que a festa já havia caído do galho em várias cidades, que ninguém mais fazia festival e por aí vai. Hoje, ainda tem uma série de inimigos. Recentemente tive de ouvir que com a criação da festa da chita, não havia mais sentido fazer o festival, pois era uma festa cultural muito mais interessante. Ora, reconheço a importância da festa da chita, mas são eventos de naturezas completamente diferentes. Um não anula o outro. Se podem ser feitos juntos? Ora, podem sim. Desde que seja pensada uma forma criativa de preservar o que cada evento tem de melhor. A Festa da Chita tem um clima junino, com o colorido das peças, com todo um clima que remete ao forró e as quadrilhas.Mas com planejamento, dá pra fazer sim. Quem sabe com o festival acontecendo de dia e um forrozão na praça à noite. Seria interessante. Mas voltando ao Festival 2012, este ano foi realmente mais difícil de realizar. Esperou-se até a ultima hora a confirmação de alguns patrocinadores habituais, que desta vez resolveram ficar de fora. Tivemos de ser criativos, reduzir gastos, mas não deixamos a peteca cair. Os críticos, como não poderia deixar de ser, dizem que estamos diminuindo a importância do evento e outras besteiras. Muito pelo contrário. Estamos realizando com todas as dificuldades. O Nicks é um templo sagrado da música Alvinopolense. O espírito do grande Nô de sô Nico estará conosco, ele que foi um grande incentivador e que trazia as novidades do mundo para os jovens da época. Fazer o festival no Nicks não é diminui-lo de maneira alguma. Aliás, realizá-lo no Nicks nos ensinou que vale à pena sempre definir um local onde as pessoas possam ficar sentadas para ouvir os artistas e interagir com eles. Nos espaços grandes, a dispersão faz com que os artistas muitas vezes fiquem sozinhos, sem atenção de ninguém, só do corpo de jurados. No Nicks, a proximidade e o calor humano são muito interessantes. Embora que este ano tá um calor infernal(rs). Só pra finalizar essa postagem, quero relembrar um fato. Teve um ano, que o amigo Ronilson Bada fez um festival praticamente sozinho, realizado no Nicks Bar. Muita gente criticou, mas eu elogiei. Neste festival, se não me engano, Ronilson contou com apoio apenas da Esther Sanches. Quando acabou o Festival, fui até o Ronilson e agradeci. Ele salvou o Festival. Ronilson é um dos heróis, um desses Alvinopolenses que ama a cidade e a cultura. Este ano, o herói é o Alessandro. Ainda bem que temos pessoas como eles. Em próximo post, vou falar sobre um Festival muito bacana mesmo, que durou 10 dias, feito em parceria com o Angelo da Krawy...e foi num governo do Milton.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
CAUSOS PITORESTOS DOS FESTIVAIS E ALGO MAIS...
CANTORES DISFARÇADOS
Dois cantores de Alvinópolis, em um certo ano, inscreveram-se com pseudônimos e chegaram para se apresentar disfarçados. Eles achavam que ser de fora dava ibope.
O NOME MAIS ENGRAÇADO
Uma vez teve um cara que se inscreveu com o nome artístico “Tchau com as duas mãos”
CIGARRINHOS PROIBÍDOS.
Teve um festival que um grupo de BH chegou e tinha chances até de ganhar o festival. Só que deram uma azar incrível. Estavam procurando um lugar sossegado para acender seus cigarros especiais. De repente viram um lugar maneiro: o adro da matriz de Nossa Senhora do Rosário.
Eles não imaginavam que estavam fumando seus cigarros proibidos na porta da delegacia. Ali mesmo foram autuados e tiveram algumas dores de cabeça com aquele delito muitos anos.
MISTURA EXPLOSIVA
Teve uma vez em que o Verde Terra foi apresentar-se em Caratinga. Lá chegando, fomos até uma rádio local para conhecer e falar sobre o festival.O Ricardão levava consigo um cantil. Aquele cantil era um verdadeiro misturador de venenos. Qualquer bebida alcoolica cabia ali dentro. Devia ter uma mistura de conhaque, com vodka, com wisck, com gim, um coquetel pra bebum nenhum botar defeito. Naquele dia, fazia um sol de uns 39 graus e estávamos lá, na porta da rádio aguardando o cara que iria nos entrevistar. Ricardão colocou seu cantil em cima do murinho da rádio. O cantil ficou no sol. De repente, o cantil explodiu, a tampa foi parar longe. A reação em cadeia foi sinistra..
O INCRÍVEL ACONTECEU
Uma cena insólita aconteceu, não me lembro exatamente onde. Estávamos num hotel, não me lembro de qual cidade. Aguardávamos a hora de irmos nos apresentar. Havia no quarto um guarda roupas e uma televisão por cima, que assistíamos. De repente, o jovelino, que estava deitado num colchão no chão começou a falar: ó, ó, ó...óhhhh. O guarda-roupa caiu com televisão e tudo. O Guarda roupas espatifou-se no chão e a televisão caiu no colo do Jovelino, que a segurou com uma habilidade incrível.
BANQUETE VERDE
Num hotel em Itabira, chegamos em casa as 4 da manhã e estávamos com uma fome danada e não havia nada aberto, nem um biscoito pra comer. De repente Jésus Bereco entra no quarto com vários pés de alface nas mãos. Foi o jeito. No quintal do hotel tinha uma biquinha, pegamos agua e foi o banquete daquela noite.
O DIA DA HERÓINA
Teve um festival num festival que estávamos num bar, próximo ao ginásio. Uma garota local chegou e ficou puxando papo com a gente. Um amigo nosso andava mascando umas sementes de guaraná, que havia comprado no mercado central em Belo Horizonte. Ia mascando aquilo e olhando pra menina. De repente ela se aproximou e perguntou: - Escuta aqui: que negócio é esse que você está mascando aí? Isso dá barato? – Se dá barato? Isso é heroína, minha filha. Quem masca fica doidão por 7 dias. – Uai, então me dâ um negócio desses aí. – Tá na mão. Só ir roendo...- Valeu. E ela saiu com ele pra dar um rolé e depois que retornaram, sei que essa menina ficou com quase todos os caras que viu pela frente, até alguns do Verde Terra. Heroína mesmo, viu!
O DORMINHOCO
Tinha um componente do Verde Terra que era muito dorminhoco. O cúmulo foi quando ele dormiu no palco, antes de uma apresentação. É que chegamos ao palco, mas deu um problema no som e os técnicos tiveram alguns problemas pra repará-lo. Enquanto isso, ficamos aguardando. Quando chegou a hora e o apresentador anunciou, era esse dorminhoco que teria de iniciar a música. Mas ele não começava de jeito nenhum. O palco tava meio esfumaçado e só depois de algum tempo vi que ele estava dormindo em cima do violão. Tive de dar um pequeno solavando nele, que começou a música até mais acelerada.
HOMEM CEMIG
No primeiro festival de que participei, o colega Carlinho Gipão fez um comentário interessante. Eu participava com um samba chamado ‘Venha’, tocada pelos Heltons e cantada pelo Jorge de Nego. Só que o Carlinhos começou a me chamar de Homem Cemig, pois no final da música havia a repetição da frase: você é a energia necessária pra viver. Não é que dá um belo slogan mesmo?
AMOR PELAS LATINHAS
Teve ano que teve prêmio de caixas de cerveja, que concorrente dormiu abraçado com suas latinhas.
MÚSICAS CENSURADAS
Nos primeiros festivais, algumas letras foram censuradas, por ter conteúdos contra o regime militar.
FESTIVAIS NA PISCINA ( HOJE APAE)
Os festivais, quando realizados onde é hoje a APAE, tiveram como fatos marcantes o frio imenso e a neblina . O palco era alto, construído pela própria prefeitura, feito de madeira. Algumas pessoas recorriam as fogueiras, mas a moda naquele ano foram blusas de cobertor são Vicente, quando não os próprios sobre os ombros. Num desses festivais, em meio à fumaça, apresentou-se um dos vencedores com imagem mais forte: MARCO HOLANDA com seu CAMINHEIRO SOLITÁRIO.
OS FESTIVAIS NO COLÉGIO
Os festivais no colégio foram excelentes. O público fica aglutinado, fica junto, sentado nas cadeiras disponíveis. As pessoas são direcionadas a assistir as apresentações.
FESTIVAIS NO PARQUE DE EXPOSIÇÕES
Os Festivais no Parque de Exposições acabam tendo um público muito disperso. O povo fica bebendo nos bares, muito espalhado e a atenção fica dispersa. Poucos levam o festival na memória.
FESTIVAIS NA PRAÇA
Os Festivais na praça, também tem essa característica. A praça é muito grande e oferece outras opções de diversão, principalmente a cerveja gelada com tira-gosto, muita gente bonita circulando, boa conversa, ótimo astral.
FESTIVAIS NO NICKS
No Nicks rola muito calor humano, muita interação, contato muito próximo dos artistas com o público, O problema é que se for um pouquinho a mais de gente, fica desconfortável.
FESTIVAIS NO ALVINOPOLENSE
Já até foram feitos no Alvinopolense, mas não tiveram boa aceitação. No Alvinopolense pesa a acústica muito ruim, prejudicando as apresentações. A não ser que haja muito som e o conhecimento do técnico antes sobre o ambiente.
OUTROS ESPAÇOS
O Industrial é um clube do tamanho adequado, tem acústica melhor. Só não conseguimos fazer por falta de laudo do corpo de bombeiros e também pela opção da diretoria por projetos mais populares, com o forró que já é feito com sucesso. O Bar do Edmar na Rua de Cima também é outro espaço interessante, embora muitos da cidade considerem longe.
O FUTURO
Para este ano, o festival está saindo no peito e na raça. O poder público parece que resolveu ficar fora, mas o festival vai acontecer assim mesmo. No novo grupo político que vai assumir tem ótimas pessoas acostumadas a lidar com cultura, que tem excelentes ideias e muita disposição para trabalhar. Nos últimos anos do Governo Milton, a Mariângela já cuidava da área com muito sucesso. Cada um, em épocas distintas, teve seu papel para que o festival avançasse até chegar a 2012. Eu já disse antes, mas repito: o festival cresce, diminui, estica de novo e novamente aumenta de tamanho. Pra mim, nenhum foi maior ou menor. Todos tem sua importância. Tomara que a próxima administração invista no festival e retorne a sua organização para julho.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
RESPONDENDO AO GUILHERME ALVES
Marcos Martino, vc
disse que o Alessandro estava conduzindo bem o festival, em qual lugar que ele
fez propaganda sobre essa festa ?
Guilherme, conduzindo bem no sentido de estar conectado com
os artistas locais, motivando-os, de estar nos bastidores, correndo feito louco
atrás de patrocínios para custear o evento.
Vc tb estava
participando desse pequeno movimento ? Não me lembro qual foi o ultimo ano que
vi vc aqui na cidade. Vc trabalha no mandato de Gustavo Prandini, sabe a carencia
de verbas que o municipio.
Sei sim sobre a carência de verbas, mas o que se pede para o
festival não é muito. E não é pequeno movimento. São 33 anos de festival. Ele cresce, se apequena, estica, mas vai em frente. Mesmo tendo participado do governo Prandini, estive presente
nos últimos festivais sim. Não tenha dúvidas de que gosto muito de Alvinópolis
e do Festival, que foi e é uma das minhas maiores escolas.
Sei que o João fez
propostas pros organizadores do festival, pra fazer o festa junto com a
Festchita, pq vcs não aceitaram ?
São duas festas de naturezas diferentes. A Festa da Chita tem
um clima mais junino, mais adequado para o clima junino, para o forró, para a
cultura da Chita, um conteúdo já vasto a se trabalhar.
O festival tem mais de 30 anos de realização. É algo que deveria nos orgulhar. João investiu mais no
Festival nos dois primeiros anos de seu mandato. No ano passado ajudou com
menos, mas ajudou. Este ano é que não conseguiu provisionar dinheiro. Mas ainda
tenho esperanças de que venha somar conosco, seja com a prefeitura, seja como cidadão.
Se o Alessandro
estava organizando, ele poderia até mesmo colocar nesse site, avisando sobre o
festival, vejo ele direto no ninho da águia, ele não comentou nada comigo e
muito menos com a turma de lá.
O Alessandro precisa ter o dinheiro primeiro, pra depois
anunciar com segurança. E vem sendo divulgado nesse site sim, ao lado do mural.
E nos próximos dias, você perceberá que a propaganda vai se ampliar. Mas não
vai ter cartazes. Só internet, jornais e rádios. O Festival tem de se adequar
ao orçamento.
Esses organizadores,
infelizmente, não sabe fazer nada não, festa tem que ter divulgação, festa tem
que ter propaganda, eu mesmo estava no Dolfo sentado tomando uma gelada e achei
que estava tendo era musica ao vivo de ultima hora no nicks, pq quando tem
musica lá, pelo menos eles divulgam, vcs não, vcs fazem festa só pra vcs mesmo.
Não sei por que toda essa agressividade. Não fazemos festa só
pra nós não. Nem sei se Festival pode ser chamado de festa. Nenhum evento em
Alvinópolis congrega tantos músicos. O Festival bota a galerinha inteira pra
tocar e todos se esforçando para criar suas próprias músicas. Quanto ao evento
que você falou, foi o Pré-Festival, só com a turma local. Cinco músicas já estão classificadas para o
Festival que acontecerá em Novembro. Sabemos não ser o ideal fazermos em dezembro.
Quem sabe no ano que vem o festival não volte a ser feito em julho? Torço pra isso. Mas para tanto, tem de ter o dinheiro provisionado antes.
domingo, 9 de setembro de 2012
CENÁRIO POLÍTICO ALVINOPOLENSE EM SETEMBRO
Um cenário até interessante em Alvinópolis. De um lado o prefeito João Galo Indio, que priorizou e promete dar sequencia e continuar investindo no que acredita ser o principal, que é a saúde . O povo espera para ver o que o seu plano do governo. Do plano anterior, deixou de cumprir muitas metas. Mas cumpriu as principais, que foram na área da saúde. Tem como vice o ex-secretário de saúde, Leão, que é meu primo. Pretende dar sequencia e acredita que em 8 anos consegue consolidar o que sonha para a cidade. Já o candidato do PMDB, Milton, vem com a força de quem já foi prefeito e que tem um grupo mais coeso. Tem como vice o meu primo Taioba. Mesmo com ameaça de ter a candidatura impugnada, sempre esteve à frente das pesquisas. Vem lutando bravamente e conseguiu registrar a candidatura e com isso, pelo menos por enquanto é candidatíssimo. A terceira é o Nem de Carlito. Ele aglutina dissidência de Galo Índio. Nem é um sujeito inteligente, que tem muita energia e capacidade administrativa, tanto que é destacado presidente da Associação Comercial de Alvinópolis, tendo seu trabalho reconhecido em nível estadual. Com a candidatura do Nem, matematicamente vê-se que há um enfraquecimento do Galo em termos de votos. Ele traz com ele destacados líderes políticos Alvinopolenses. Tem ainda o PT com a candidatura de Sérgio Augusto, que também é oposição ao galo pelo fato de não ter tido grande autonomia dentro do governo,embora figurasse como vice-prefeito. No grupo do PT, muita gente esclarecida, pessoas de ideologia e de boas ideias, principalmente na área social. Assim, a situação em Alvinópolis é " todos contra o galo". Já está sendo um bombardeio de todos os lados. Resta saber como o povo está entendendo isso. Dizem que existem pesquisas que dão ampla frente ao Milton. Só chamando o Baião da Itatiaia pra analisar os números. Muita água pra rolar debaixo da ponte ainda. Como política é igual nuvem, vamos aguardar os planos de governo e as cenas dos próximos capítulos...
quarta-feira, 25 de julho de 2012
MADE IN ALVINÓPOLIS
Desde pequeno ouço dizer que em Fonseca tem minério, que será uma reserva para daqui há alguns anos. Já ouvi contar também histórias mirabolantes, de que lá em alguns locais, emana um cheiro forte de querosene. Se considerarmos a proximidade com Santa Bárbara,Catas Altas e São Gonçalo, cidades eminentemente mineradores, temos razões até pra suspeitar que sobrou um pouco para Alvinópolis. Aliás, bom que se diga, todo dia descobrem novas minas nessas cidades, crescendo o fundo de participação desses municípios e consequentemente o PIB e o IDH. Em Santa Bárbara, pelo que me informaram, por causa de novos veios de exploração, a arrecadação vai triplicar no próximo ano. Essas cidades, que já compuseram o circuito do ouro, hoje compõem o circuito do minério e estão cada vez mais ricas. E Alvinópolis? Bom, Alvinópolis não tem ouro, não tem minério, mas tem terras férteis. Nós não tiramos minério da terra. Nós tiramos feijão, mandioca, milho, eucalipto, hortaliças. Se recorrermos a história, perceberemos que as coisas não mudaram tanto. Na época da exploração do ouro, enquanto as cidades circundantes cavucavam ou bateiavam em busco do metal dourado, Alvinópolis abastecia as cidades de viveres, abastecia as tropas que passavam, alimentava a Capitania das Minas Gerais. Ai fico pensando em nossas vocações naturais. Cidades como Alvinópolis, Dom Silvério, São Domingos do Prata, Dionísio, Goiabal e Sem Peixe tem isso em comum. Aparentemente, localizam-se próximos dos vizinhos ricos e tem índices de desenvolvimento muito inferiores. Pra muitos, dá um desânimo ver os municípios próximos só crescendo, enquanto os citados tem populações que vem diminuindo com os anos e poucas realizações de vulto. Quando digo aparentemente, o faço por ser a agropecuária uma atividade perene, enquanto o minério vai acabar um dia. Nossas cidades anseiam por desenvolver-se mais, porém, não conseguiram configurar cenários favoráveis. Cidades como Patos de Minas, por exemplo, conseguiram se tornar polos, tendo a agropecuária como principal atividade. Mas para isso, tem algumas condições favoráveis. Tem terras férteis, muitos terrenos planos, foram ousados no sentido de industrializar, mecanizar sua agropecuária com o que existe de mais sofisticado. Nossa situação é um pouco diferente, pois embora tenhamos uma agropecuária forte, temos um relevo predominantemente montanhoso e pouca infraestrutura de escoamento do que se produz. Além do mais, não temos industrias de beneficiamento, que gerem produtos com poder agregado. Temos a Cia Fabril Mascarenhas, que há séculos produz tecidos. Temos a Bio Extratus que produz shampoos e cosméticos naturais. Em São Domingos do Prata tem os Produtos Anchieta, que simplesmente industrializa o que é produzido por lá e coloca no mercado. É uma marca forte e de excelente saída. Talvez os temperos Dona Zita seja uma empresa que se aproxima dessa visão. to não sei até que ponto utiliza insumos locais. Algumas perguntas pra finalizar o texto. Não estaria na hora de retornarmos com nossa Exposição agropecuária e Industrial, como uma forma não apenas de levar lazer à população, mas de criarmos seminários, discussões sobre como tornar a nossa vocação (agropecuária) cada vez mais forte? Não estaria na hora dos empreendedores, de alguns visionários pensarem na criação de uma industrial local que beneficie, estude, crie embalagens e venda o que produzimos de melhor, com selo made in Alvinópolis?
terça-feira, 26 de junho de 2012
PASSEIO NA TORRE E O CENSO ERRADO
Fui fazer uma caminhada com meu mano Roger e pude ver um pouco dos novos limites da cidade. Sempre traçamos rotas alternativas. O Roger,o Ronaldinho e o Luizinho Parreco conhecem trilhas muito interessantes, onde podemos olhar a cidade por ângulos inusitados. Desta vez fomos a torre de televisão, passando por um caminho que passa ali na região do carimba, perto do antigo campo do Pitoco. Aliás, o Pitoco não existe mais. Um loteamento bacana vem surgindo ali atrás.
Eu e o Roger fomos subindo, desbravando um vale cheio de aranhas e teias, pulando cercas de arame farpado, até chegarmos ao topo, a deliciosa região da torre, com seu ar puro e vento já começando a esfriar. No caminho nos alertaram sobre os perigos de ficar perto da torre, onde o magnetismo é alto. Dali de cima, me impressionou o que vi. A primeira constatação foi que a cabeleira do Cemitério estava refeita, frondosa, parecendo aqueles negões black power, tipo Michael Jackson em tempos de Jackson Five.
Vi lá de cima também uma imensa escadaria, imagino que pensada para unir o bairro do asilo com a rua de cima. Uma coisa que me impressionou bastante também foi ver que ali perto do campo do monte agora existe um conglomerado de casas e construções de vários andares. Vi também que a construção civíl está bombando, pois são construções e obras demais. Vi também que na rua de cima existe uma mata bonita acima das ruas principais que daria no futuro, quem sabe um parque florestal preservado. De cima vi principalmente que o meu amigo Jovelino tem razão. Se a cidade cresceu e cresce tanto, como é que a população só vem diminuindo? Será que houve erro nos censos passados ou existe uma deliberada atitude de esconder a população real por causa de algum tipo de classificação que possa representar prejuízos pra cidade? Vai saber...
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